Empresas inauguram modal ferroviário para celulose

Foi inaugurado em Pederneiras (SP), um terminal ferroviário dedicado ao transporte de celulose. A estrutura foi construída em parceria. O terminal foi construído em parceria entre as empresas de produção de celulose Bracell e a de logística MRS, num investimento de R$ 58,5 milhões considerando o ramal ferroviário e o terminal e se tornou um importante marco para o sistema logístico nacional.

A nova fábrica da Bracell em Lençóis Paulista (SP) exigirá uma complexa operação logística para o transporte da celulose. A celulose chegará até o Terminal em veículos rodo-trem tipo sider a uma frequência média estimada de 7 a 8 veículos por hora. O espaço dispõe de armazém com 9,6 mil m², destinado à recepção, estocagem, manuseio e expedição da produção. As composições com a carga de celulose saem do Terminal de Pederneiras e percorrem cerca de 510 km pela ferrovia até o Porto de Santos. As composições vão operar 24 horas, durante os 365 dias do ano. Cada composição é formada por até 3 locomotivas e 60 vagões e transportam o equivalente a 113 caminhões.

Para Alberto Pagano, diretor de Supply Chain da Bracell SP, adotar a ferrovia como o principal meio de escoamento da produção diversos benefícios foram agregados ao negócio da empresa. “É um modelo aderente aos padrões de meio ambiente e sustentabilidade adotados pela Bracell. A logística intermodal garante redução no volume de emissões atmosféricas no escoamento da produção. Além disso, as operações logísticas por ferrovia trazem previsibilidade, segurança para a carga e criam oportunidades de trabalho tanto na região próxima à fábrica quanto no Porto de Santos”, diz Pagano.

O complexo intermodal construído e operado pela MRS é um investimento relevante para a logística nacional. “A localização privilegiada e todo apoio que temos recebido da prefeitura local nos dá a certeza de que muitos novos negócios surgirão, em breve, por aqui. O Brasil tem que investir em logística, se não, não vamos ser competitivos. O Custo-Brasil existe e, se a gente não atuar para ter a multimodalidade eficiente, não vamos conseguir competir mundialmente”, diz o presidente da MRS Logística, Guilherme Mello.

O projeto envolveu também o desenvolvimento de um novo modelo de vagões, adequados ao transporte da celulose. Para este desafio, a empresa Greenbrier Maxion apresentou soluções inovadoras que, além das melhorias no formato de abertura e fechamento, incluíram como redução da tara do vagão, aumento significativo na capacidade de carga por trem e por vagão, além de melhor ergonomia na operação e estanqueidade, evitando perda da carga com entrada de água durante o período de chuvas.

Da redação com o Agrolink

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