Girassol tem retração na área plantada

A estimativa para a safra 2020/21 de girassol é de retração na área plantada. A previsão é que sejam cultivados 31,7 mil hectares, que, comparados com os cultivados na safra anterior, equivalem a uma baixa de 32,7%. Quanto à produção, também se espera redução em comparação à temporada passada, 36,2 mil toneladas estimada para 2020/21, ante as 74,9 mil toneladas obtidas no exercício anterior em razão da diminuição da destinação de área e pela redução do rendimento médio.

A Região Centro-Oeste é a principal produtora de girassol. Além da extração do óleo, é comum sua utilização na alimentação animal e humana. Em Mato Grosso, a colheita se encerrou em agosto, com conclusão da área remanescente de 5% em agosto, com redução da produtividade média em relação à temporada passada de 12,4%. Essa redução decorreu do clima adverso, situação que foi agravada pela escassez hídrica.

Na temporada 2020/21, as condições foram ruins para a cultura do girassol, com uma grande redução da área plantada, na ordem de 66,3%, passando de 25,2 mil hectares para 8,5 mil hectares, em um processo que se instaurou ao longo dos últimos anos. A percepção do setor é que o quadro não se reverta para a próxima temporada, mesmo com os maiores preços atribuídos ao girassol devido à rentabilidade e à concorrência do milho segunda safra, que tem limitado a retomada de espaço da oleaginosa. A safra atual já está toda negociada.

Em Goiás, a cultura está 100% colhida. As Lavouras sofreram com o estresse hídrico. Porém, devido à boa qualidade das sementes utilizadas nesta safra, houve um melhor desenvolvimento radicular das plantas mesmo em condições de estresse hídrico. Quase toda produção é destinada à fabricação de óleo, pequena parte para ração e a casca pode ser utilizada como ração para pequenas aves e ração bovina. Os preços são pré-fixados com a indústria, situada na região sul do estado, de forma antecipada.

Em Minas Gerais, as áreas de girassol têm grande variação percentual, entretanto, isso se deve ao aumento das áreas verificadas e que não estavam produzindo. A produtividade diminuiu em comparação com a safra anterior devido ao deficit hídrico e algumas áreas secaram.

No Distrito Federal, a cultura se encontra em fase de maturação e colheita, com aproximadamente 20% das áreas já colhidas. A área nesta safra 2020/21 foi de 700 hectares, e a expectativa de produtividade média é de 2.260 kg/ha, o que resultará em uma produção de 1,6 mil toneladas. Foram observados cultivos em áreas irrigadas em dois pivôs centrais, indicando um bom potencial econômico para a cultura. A produção local é destinada ao mercado varejista, onde é adquirida, principalmente, pelos criadores de aves ornamentais.

Da redação com o Agrolink

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