Safra de café soma 48,9 milhões de sacas de 60 kg

A estimativa da produção brasileira de café para 2021, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi de 2,9 milhões de toneladas, ou 48,9 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 0,3% em relação ao mês anterior e decréscimo de 21,2% em relação ao ano anterior. O rendimento médio, de 1 604 kg/ha, por sua vez, caiu 0,4% em relação ao mês anterior, declinando 18,5% no comparativo anual. Os números são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), apurado pelo IBGE.

Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,0 milhões de toneladas, ou 33,6 milhões de sacas de 60 kg, decréscimo de 0,4% em relação ao mês anterior, e declínio de 29,6% em relação ao ano anterior. Em 2020, a safra brasileira de café arábica foi de bienalidade positiva, sendo a maior produção colhida pelo país e recorde da série histórica do IBGE.

Minas Gerais é o maior produtor de café arábica, devendo responder, em 2021, por 69,9% da produção brasileira. A produção mineira foi estimada em 1,4 milhão de toneladas, com queda de 0,3% em ante o mês anterior, de 31,1% em relação ao ano anterior. Em relação a produção obtida em 2020, houve declínio de 5,1% tanto na área plantada como na área a ser colhida, e redução de 27,4% no rendimento médio, esse último associado à bienalidade negativa da safra.

Em São Paulo, a produção estimada foi de 262,2 mil toneladas, ou 4,4 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 29,0% em relação a 2020. No Espírito Santo, outro importante produtor do café arábica, a produção foi estimada em 160,2 mil toneladas ou 2,7 milhões de sacas de 60 kg, declínios de 3,4% em relação ao mês anterior e de 29,0% em relação a 2020.

Na Bahia, a estimativa da produção foi de 92,0 mil toneladas, com declínio de 23,7% frente a 2020. A produção paranaense foi estimada em 52,0 mil toneladas, ou 866,7 mil sacas de 60 kg, queda de 7,8% em relação a 2020, havendo redução de 6,7% na área plantada.

Para o café canephora, mais conhecido como conillon, a estimativa da produção foi de 919,7 mil toneladas, ou 15,3 milhões de sacas de 60 kg, crescimentos de 6,3% em relação a 2020. O rendimento médio, de 2 340 kg/ha, cresceu 6,0% nesse último comparativo.

No Espírito Santo, maior produtor brasileiro, com cerca de 67,2% da produção total em 2021, a estimativa encontra-se em 618,3 mil toneladas ou 10,3 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 10,0% em relação ao ano anterior.

Na Bahia, a estimativa da produção foi de 126,2 mil toneladas, com alta de 0,5% em relação à produção obtida em 2020. No início do ano, houve aumento do volume de chuvas nas principais áreas produtoras do café conillon desses estados, o que refletiu no rendimento médio, que deve ficar em 2 338 kg/ha no Espírito Santo, e em 3 116 kg/ha na Bahia.

 Da redação com o Agrolink

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