Trabalhadores recebiam R$ 7,50 para plantar cebola

O Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC) resgatou 18 trabalhadores que estavam em situação irregular e análoga à escravidão, atuando nas plantações de cebola em Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí (SC).

Segundo o órgão eles são de Pernambuco e viajaram a Santa Catarina para em busca de emprego. Já em solo catarinense teriam conhecido uma pessoa que agenciou as contratações deles em propriedades da região. O MPT informou que eles aceitaram receber R$ 7,50 a cada mil mudas de cebola plantadas.

O dono da plantação informou que repassou R$ 11 mil ao aliciador, conhecido como “gato”. O mesmo teria fugido com o dinheiro que deveria ser repassado aos trabalhadores. Conforme o MPT, não foi identificada a situação de trabalho análogo ao de escravo, mas sim irregularidades trabalhistas graves, como falta de registro profissional e de pagamentos pelos serviços prestados.

O dono da propriedade se comprometeu com o MPT a assinar a carteira de trabalho dos 18 homens, pagar pelos serviços prestados e não repassados pelo aliciador e arcar com as verbas rescisórias daqueles que desejarem retornar para casa, já que a época do plantio de cebola está terminando. As investigações seguem para identificação do aliciador que, após saber que houve a denúncia, estaria ameaçando o dono da plantação e os trabalhadores vítimas do golpe.

A região do Alto Vale do Itajaí tem histórico em relação ao casos de trabalho análogo ao escravo. Em 2020, quase 100 trabalhadores foram resgatados nessas condições, a maioria vindos da região Nordeste.

Da redação com o Agrolink

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