Evento on-line promove convenção, treinamento e tutoria sobre Barter

No próximo dia 26 de agosto, das 8h às 18h, acontece a 1ª edição do “Barter Day +30”. O evento começa com uma convenção no formato 100% on-line e oferecerá treinamento com materiais exclusivos, palestras, apostilas, slides, exercícios e ainda conta com tutoria com os palestrantes que podem ser consultadas durante 30 dias.

Com abordagens complementares, a programação conta com especialistas nas mais diversas áreas impactadas pelas operações deste tipo de negociação.  O evento é uma realização da Do Agro, empresa de auditoria e consultoria empresarial especializada no atendimento para o agronegócio.

Segundo Carla Cordero, CEO da Do Agro, a ideia da organização do evento é promovê-lo anualmente para que ele ganhe projeção no calendário do agronegócio brasileiro. “O principal objetivo do Barter Day + 30 é tratar sobre o barter de uma forma ampla, desde a estratégia até a governança”, explica.

A executiva destaca que, há muito tempo, se fala no mercado sobre esse tipo de operação, mas, normalmente, as pessoas acabam parando na parte da estratégia.  Com isso, não abordam assuntos importantes, como a parte contábil, fiscal, prestação de contas para os acionistas no contexto de governança. “O barter já tem forte impacto nas operações do agronegócio brasileiro porque ele é uma fonte muito eficaz para o financiamento da safra”, acrescenta.

A conferência visa esclarecer pontos estratégicos da operação em debate, que é uma oportunidade de negociação entre produtores rurais e empresas fornecedoras de insumo. Hoje, essa ação representa mais de 20% do faturamento de empresas de grande porte do agronegócio no Brasil. Na prática, o pagamento pelo insumo é efetuado por meio de troca por produtos da fazenda. Além de não haver intermediação monetária e o acordo é realizado antes da colheita por meio da Cédula de Produto Rural (CPR). Essa operação é utilizada no Brasil desde 1990, mas ganhou força a partir do ano de 2003. Logo, ela garante ao agricultor a compra por insumos, sem que tenha a necessidade de tirar o dinheiro do bolso.

Traduzindo, o produtor pega o insumo normalmente na revenda, aplica na lavoura ou na sua criação, dependendo do tipo de negócio e paga a revenda ou o dono do insumo, com sua própria produção.  “Isso facilita bastante o fomento do crédito. É muito importante para o agronegócio brasileiro, que já é um líder mundial na produção de alimentos, que se utilize essa ferramenta –  bastante comum em algumas culturas, principalmente soja, milho e algodão”, acrescenta O CEO Ronaldo Coletto, partner da unidade de Uberlândia da Do Agro.

Coletto também aponta que, atualmente, o produtor pode também expandir a utilização do barter para outras culturas e utilizá-lo em outros tipos de trocas como por óleo diesel e máquinas. “Aquele tradicional barter que era baseado na troca de insumos, defensivos agrícolas, fertilizantes por produção está migrando pouco a pouco para outras áreas. Isso pode ficar cada vez mais abrangente e essa nova visão pode beneficiar outras cadeias produtivas, como por exemplo o setor canavieiro que até então usa muito pouco essa vantagem”, finaliza.

Programação

A abertura do “Barter Day +30” será a partir das 8h10 e terá a participação de Deives Faria, sócio-diretor da Agropráxis: Gestão de Negócios, que tratará do tema “Desmistificando as estratégias de Barter”. Na sequência, o tema em debate é “Processos Internos – Quais setores das entidades são afetados pelas operações de Barter”, a partir das 9h, com Rodrigo Alvim, sócio do Markestrat Group: Agribusiness. Também serão tratados temas como: “Como efetuar as operações de barter de forma travada, sem correr risco de preços”, com Anderson Nacaxe, especialista em Commodities na London Exchance Security; “Governança – O que os acionistas deveriam atentar em relação às operações de Barter, com Roberto Duarte da Alliance, entre outros.

Um dos destaques da agenda é a palestra “Cuidados que devem ser tomados quando do tratamento fiscal das operações de Barter”, com a advogada Elaine Motta, sócia do escritório Brasil Salomão e Matthes Advocacia. A advogada é especialista em Direito Tributário pelo IBET (Instituto Brasileiro de Estudos Tributários), tem MBA em Gestão de Negócios (IBMEC), Mestrado em Direito Tributário pela FGV e especialização em Direito Tributário Internacional pelo IBDT e mais de 15 anos de experiência em consultoria tributária em Big4, com maior parte do tempo dedicada a empresas do agronegócio. “A operação barter é uma modalidade de financiamento que precisa de orientação fiscal de forma preventiva, para se evitar problemas e multas com a Receita Federal”, alerta a advogada

Segundo o advogado Leandro Casadio, sócio de Brasil Salomão e Matthes Advocacia, coordenador da unidade de Rondonópolis, o evento é uma excelente oportunidade para empresários do agronegócio. “A programação visa esclarecer ao público como usar essa modalidade de negociação no mercado nacional, de forma a alavancar negócios agropecuários”.

Para informações sobre inscrição, basta acessar o  link: https://doagroauditores.com.br/barterday/index.php?ref=alink

Programação completa com temas e palestrantes

8h10 – “Estratégia – Desmistificando as estratégias de Barter” Deives Faria, sócio-diretor da Agropráxis: Gestão de Negócios

9h – “Processos Internos – Quais setores das entidades são afetados pelas operações de Barter”
Rodrigo Alvim, sócio do Markestrat Group: Agribusiness

9h55 – Hedgeando as operações – Como efetuar as operações de barter de forma travada, sem correr risco de preços Anderson Nacaxe, especialista em Commodities na London Exchange Security.

10h45 – Governança – O quê os acionistas deveriam atentar em relação às operações de barter

Roberto Duarte – Alliance

11h20 – Oportunidades comerciais e perspectivas futuras
Roberto Lucas, presidente e CEO da MF Rural

13h45 – “Riscos  – O que acontece quando a entidade não tem ciência dos riscos a que está sujeita com operações de Barter” Ronaldo Coletto, sócio da Do AGRO Auditores

14h30 – “Como os demonstrativos financeiros apresentam os resultados e riscos das operações”
Carla Cordero, CEO da DO AGRO e coordenadora e responsável técnica dos cursos oferecidos pela Academia APC – Auditores, Peritos e Contadores

15h30 – “Cuidados que devem ser tomados quando do tratamento fiscal das operações de barter”
Elaine Motta, advogada do Escritório Brasil Salomão e Matthes Advocacia

16h15  – “Garantias – Consequências de contratos inadequados”
Hamilton Fernandez, sócio advogado da Advocacia Ramos Fernandez

16h55 – “Crédito a partir do barter”
Gabriel Crosatti, da 2CCapital

17h20 – “Case de Sucesso – Principais dúvidas e desafios na 1ª Adoção”

Wallace Santos, sócio-diretor, e André de Souza, sócio-diretor da Protec

 Da redação com o Agrolink

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