Pesquisa busca soluções contra broca-do-tronco do pequi

Pesquisadores da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária de Goiás (Emater) estão investigando uma praga que ataca o pequizeiro e pode reduzir sua produtividade.

Os primeiros registros em quantidades significativas da broca-do-tronco aconteceram em 2019 em Janpovar, município da região Norte de Minas Gerais. Por causa da infestação, produtores mineiros relataram que houve redução da safra do pequi, que ocorre entre dezembro e fevereiro.

Em dezembro de 2014 uma família de agricultores familiares observou alterações nos pés de pequi, em Abadia de Goiás (GO). O que pensavam ser acúmulo de serragem causada por cupim ao pé das árvores era, na verdade, a broca-do-tronco do pequizeiro. A praga tem assustado os produtores com a morte rápida das árvores, até então aparentemente sadias.

A praga ataca o tronco e as raízes do pequizeiro, construindo galerias em seu interior, fazendo com que o fluxo da seiva seja obstruído e dificultando a absorção de nutrientes pela planta. Além disso aberturas no tronco, provocadas pela passagem da larva, também são um indício.

Quando o ataque foi identificado em Goiás, a Emater passou a integrar a força-tarefa para descobrir a espécie da lagarta ao lado da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

Pela primeira vez, foram divulgadas imagens detalhadas da lagarta e informações sobre sua fase adulta, quando se torna uma mariposa. Para o pesquisador da Epamig, Antônio Cláudio, é importante que a espécie seja verificada para que se possa compreender o comportamento do animal. Já se sabe que a broca-do-tronco do pequizeiro faz parte da família Cossidae, da ordem Lepidóptera.

“A integração entre as instituições é muito importante para a troca de informações. Desta forma, podemos avançar com mais rapidez sobre os problemas fitossanitários do pequizeiro”, pontua Karin Collier. Goiás e Minas Gerais estão entre os três Estados com maior volume de produção de pequi do País. Na terceira posição, conforme a Radiografia do Agro, o Estado Goiano conta com 433 estabelecimentos e produção estimada em 2.017 toneladas.

A operação de investigação já conta com duas áreas de ensaio em propriedades atingidas pela praga. O intuito é definir medidas de controle paliativo, que ainda não são a solução definitiva para o evento. Segundo Karin, a metodologia não está completa, mas será importante para fornecer uma primeira resposta aos agricultores, coletadores de pequi e proprietários de espaços rurais onde houve registros do inseto. A previsão é que até o início de 2022 já se tenha estipulado o tratamento testado adequado.

Da redação com o Agrolink

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *