Geada explode preço do feijão?

“Mas vai explodir o preço? Não é hora de esperar que isso aconteça. O impacto das últimas geadas não foi precificado até o momento no mercado de Feijão. O efeito será mais tarde”. Essa é a análise e projeção feita pelo presidente do Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses), Marcelo Lüders.

De acordo com o dirigente, estamos agora no “momento de colheita”, e em função disso não existe a possibilidade de que os produtores simplesmente não vendam seu produto. “Há compromissos e estes produtores atendem à necessidade do consumidor nesse período. Assim, junta-se a fome com a vontade de comer”, explica o presidente da entidade mais representativa do setor de pulses e colheitas especiais do Brasil.

Mas então, qual a dose certa de otimismo? Segundo Marcelo Lüders, apesar do relato de algumas regiões, de que o consumo pode ter registrado um mês de junho próximo do que consideram normal, isto não foi unânime.

“Empacotadores finalizaram relatórios apontando que, na média, atingiram entre 70 por cento a 75 por cento do objetivo de vendas para o período. Para o consumidor que está lidando com a inflação em diversos itens, tomando São Paulo como base, R$ 7 por quilo, ao que parece, é o novo ponto de resistência”, aponta o comandante do Ibrafe.

“Na noitinha de sexta-feira (2 de Julho), no balanço do dia, produtores de Goiás reportaram venda de um grande volume de Feijões, todos em R$ 280 mais o ICMS. Este nível de preço ficou confortável para os produtores e para os empacotadores. Algumas observações desse período que se inicia merecem atenção”, conclui Lüders.

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