Sistema de Mudas Pré-Brotadas terá certificação

O Instituto Agronômico (IAC) desenvolveu o Sistema de Mudas Pré-Brotadas de cana-de-açúcar (MPB), em 2009 e transformou umconceito de séculos de plantio no setor ao retirar o colmo-semente da linha de cultivo e introduzir uma planta, a muda pré-brotada.

Com a tecnologia foi possível atingir altas taxas de multiplicações, chegando a 1:77, o que significa que o método inovador de plantar cana-de-açúcar é até 20 vezes superior ao plantio tradicional mecanizado. Com esse desempenho, 100 metros de mudas originam 7.700 metros multiplicados a partir do MPB. Na forma tradicional de plantio de cana, a multiplicação tem sido de 1:5. Isto é, ao plantar 100 metros, o produtor alcança 500 metros de mudas.

Agora este sistema está em fase de certificação. O processo está sendo feito pela Certificadora SGS, líder mundial em inspeção, verificação, testes e certificação. De acordo com a SGS, “a certificação socioambiental no setor agrícola visa adequar processos, cadeias de valor e produtos às normas reconhecidas internacionalmente.”

A empresa Terragrata Consultoria em Responsabilidade Socioambiental está intermediando os trâmites, que devem ser concluídos em dezembro próximo. “Com essa certificação, o IAC demonstra às partes interessadas que o Instituto está disposto a mostrar para um avaliador independente suas ações de sustentabilidade e o atendimento a determinados padrões. Isso traz segurança para todos os interessados”, comenta Iza Barbosa, fundadora da Terragrata.

Para o pesquisador do IAC responsável pela tecnologia, Mauro Alexandre Xavier, a certificação insere o sistema MPB em novo nível de qualificação, que se estende às atividades dos viveiristas que adotam a produção integrada do método desenvolvido pelo IAC. “Estaremos qualificados dentro dos processos das boas práticas em relação à sustentabilidade ambiental e social, além da própria governância da tecnologia; é um passo que agrega valor a esse pacote tecnológico já adotado em diversas regiões do Brasil”, diz Xavier.

As certificações tornam as instituições e empresas preparadas para os novos padrões de consumo. Elas são meios para garantir a qualidade de produtos, serviços e processos, inseridos em uma cadeia de valor comprovadamente comprometida com regras relacionadas ao ambiente e à sociedade. “A certificação reforça a qualidade do sistema desenvolvido pelo IAC e do produto MPB perante o setor sucroenergético”, diz Xavier.

Da redação com o Agrolink

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