Benefícios dos aminoácidos no manejo das bananas

Por ser uma planta tipicamente de climas tropicais, a bananeira exige cuidados como calor constante, precipitações bem distribuídas e elevada umidade para seu bom desenvolvimento. Porém, controlar o clima vai além da capacidade do produtor, por isso, o ideal é buscar meios que reduzam o estresse da produção.

Nesse sentido, a utilização de fertilizantes com benefícios antiestressantes, como os que possuem os aminoácidos prolina e glicina-betaína, podem auxiliar o manejo em períodos ambientais extremos com menor gasto energético. Assim, as bananeiras podem redirecionar seus compostos e energia para a formação e enchimento dos frutos.

Estudo realizado durante a safra de 2019/2020 pela UNESP Registro/SP, em parceria com a Ajinomoto® Fertilizantes, realizou a aplicação do produto AMINO® Proline, fertilizante organomineral que possui em sua composição os aminoácidos prolina e glicina-betaína, em produção de bananeiras na região do Vale do Ribeira (SP). A aplicação do produto na dose de 25 ml/litro de água promoveu aumento de 1,87 kg no peso do cacho.

Esse aumento da produção, mesmo em condições adversas, está relacionado à glicina-betaína, que age como um bioestimulador e induz um efeito protetor na planta, acionando estado de alerta para possíveis eventos de estresse. “Tal condição propicia menor perda de água nas células e potencializa o crescimento dos cachos”, explica Rafael Hirano, especialista sênior da área técnica da Ajinomoto® Fertilizantes, que acompanhou a pesquisa da UNESP.

Como complemento, o aminoácido prolina reduz danos causados por condições adversas, como falta de água e temperaturas extremas, permitindo que a planta tenha melhor aproveitamento hídrico, o que aumenta sua capacidade de resistência. “Assim como a glicina-betaína, a prolina é um composto que ajuda a planta a estar mais preparada para enfrentar situações críticas. Esse aminoácido funciona como uma espécie de vacina e pode ser um grande aliado na gestão fisiológica, o que aumenta o potencial produtivo”, afirma o especialista.

Da redação com o Agrolink

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