Bolsonaro diz que é imbrochável e que nunca será taxado de corrupto

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CASO COVAXIN

O presidente Jair Bolsonaro comentou nesta sexta-feira (25) a respeito do caso da vacina indiana Covaxin. Segundo o presidente da República, querem ao imputar a ele um crime de corrupção em que não foi gasto nem um centavo. Questionado se o contrato para aquisição do imunizante seria cancelado, o presidente relatou que ‘não há nada de errado’. “Não foi gasto um centavo com a Covaxin, não chegou uma ampola aqui. Vocês querem me julgar por corrupção? Vão se dar mal. Eu sou incorruptível, além de imbrochável, tá ok?”, alegou Bolsonaro.

 ALIVIADOS

José Cruz

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para suspender a convocação de governadores à CPI da Covid, no Senado. Cinco magistrados já acompanharam a decisão da ministra Rosa Weber, que é relatora da ação impetrada por governadores de 17 Estados e do Distrito Federal em busca de salvo-conduto para não comparecerem à CPI. A votação foi feita no plenário virtual na quinta-feira, em que os ministros puderam depositar seus votos sem estarem reunidos. O voto de Weber foi acompanhado pelos ministros Edson Fachin, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello. Segundo Rosa Weber, a convocação de governadores pela CPI excedeu os limites constitucionais inerentes à atividade investigatória do Poder Legislativo.

CADA UM NA SUA

Em relação ao vice-presidente das República, Hamilton Mourão, o presidente Jair Bolsonaro parece estar ainda mais distante. No último dia 15, Mourão disse “sentir falta” de ser chamado para participar das reuniões ministeriais do presidente. O vice-presidente tem sido excluído dos encontros desde o início do ano quando teceu críticas à Bolsonaro. Questionado por jornalistas se o general “continuaria na geladeira”, Bolsonaro disparou: “Não tenho nada a ver com Mourão. Mourão tem a vida política dele, e eu tenho a minha”. Essa relação deixa claro que, em 2022, Mourão não será escolhido vice na chapa de Bolsonaro. Ou seja: cada um na sua.

VACINA GARANTIDA

Além da disponibilidade de importação, o governo federal garante que não faltarão recursos para a produção de imunizantes contra a Covid-19 no Brasil. Quem garante é o ministro da Economia, Paulo Guedes. De acordo com ele, a vacina brasileira não vai deixar de ser produzida por falta de dinheiro. “Podemos arrumar recursos com crédito extraordinário para as sequelas da pandemia em 2022”, disse Guedes nesta sexta-feira.

IMPOSTO DE RENDA

As discussões sobre a reforma tributária no Congresso deram um passo adiante nesta sexta-feira (25). O ministro da Economia, Paulo Guedes, se encontrou com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para entregar a segunda fase da reforma. Trata-se de um projeto de lei do Executivo que altera regras do Imposto de Renda (IR) e promete aliviar a carga para os assalariados e para as empresas, mas passa a tributar dividendos. O projeto vinha sendo cobrado por Lira nas últimas semanas.

AVANÇO TECNOLÓGICO

O país ganhou um Centro de Excelência MCTI em Tecnologia 4.0, na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo. Integrado ao Parque Tecnológico de Sorocaba, o local é pioneiro por empregar o conceito de “hélice quíntupla”, que une conhecimento e inovação, estimulando o desenvolvimento tecnológico, especialmente baseado em Internet das Coisas (em inglês, Internet of Things, IoT) e robótica. O projeto piloto em 5G poderá ser replicado por indústrias de grande, médio e pequeno porte, universidades, escolas técnicas, entidades e organizações. A unidade foi inaugurada pelo presidente Jair Bolsonaro, o maior apoiador da iniciativa junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

PENEIRADA

A pandemia da Covid-19 deu uma peneirada em vários clãs de milionários. Em 2020, número de brasileiros com patrimônio acima de US$ 1 milhão caiu de 315 mil para 207 mil; apesar disso, 1% mais rico passou a deter praticamente metade de toda riqueza nacional. Quem analisa é o relatório recém-lançado pelo banco suíço Credit Suisse. Apesar disso, o abismo entre ricos e pobres se aprofundou, com o 1% mais rico detendo praticamente a metade de toda a riqueza nacional. O estudo considera como milionário quem tem patrimônio acima de US$ 1 milhão (R$ 4,93 milhões). É que o real brasileiro se desvalorizou mais de 20% ante o dólar no período.

MUNDO PRIVÊ

O mundo ganhou 5,2 milhões de milionários, totalizando 56.084.000 pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão; em 2019, esse número era de 50.873.000. Segundo o Credito Suisse, o número de milionários no mundo deve continuar aumentando. Em 2025, chegará a 84 milhões, um aumento de quase 28 milhões em relação a 2020, ou 49,8%, prevê o relatório. A previsão é que o Brasil ganhe 154 mil milionários no período, passando dos atuais 207 mil para 361 mil, crescimento de 74,4%.

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