Bolsonaro diz que não vai agradar ninguém e chama a Globo de TV Funerária

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EU, EU, E PRONTO!

O presidente Jair Bolsonaro teceu críticas aos que acham que ele bate duro demais. Segundo ele, fazer concessões na política resulta no fracasso de governos. “O caminho para você perder o mandato é querer agradar todo mundo. É igual em casa. Se disser ‘sim’ para o outro 100% do tempo, não dá certo. Tem que ser 95% de ‘sim’”, parafraseou o presidente. Ele respondia ao elogio de seguidores, segundo os quais, o presidente “continua sendo o Bolsonaro mesmo” e não segue o “politicamente correto”. Ele arrancou risos quando se referiu à Rede Globo como a ‘TV Funerária’ que entrou em êxtase quando atinge 500 mil mortes pelo coronavírus. “A gente lamenta as mortes, né?”, disse a apoiadores.

FALOU DEMAIS

No entanto, por falar tudo o que quer o presidente Jair Bolsonaro terá que se explicar ao Tribunal Superior Eleitoral. É que o corregedor do TSE, ministro Luís Felipe Salomão, deu nesta segunda-feira (21) prazo de 15 dias para que o presidente Jair Bolsonaro e outras autoridades que deram declarações sobre fraudes nas urnas eletrônicas apresentem evidências e informações que corroborem as falas. Portaria assinada pelo corregedor instaurou, ainda, procedimento administrativo para apurar a existência ou não de elementos concretos que possam ter comprometido os pleitos de 2018 e 2020. Assessores diretos até r5ecomendam a Bolsonaro para se conter em suas falas, mas não adianta. O presidente não tem freio na língua.

PERSEGUIÇÃO?

Em seu despacho, o ministro do TSE, Luís Felipe Salomão, afirma que “a busca de informações detalhadas e documentadas sobre os fatos narrados (por autoridades na imprensa) tem por objetivo principal subsidiar estratégias de aprimoramento dos recursos de segurança que envolvem as atividades voltadas à realização das eleições, em especial ao pleito que se avizinha”. Ou seja, a intenção do ministro é impedir eventuais problemas no pleito do ano que vem. Então ta! Por fim, Salomão só dará ciência ao Ministério Público Eleitoral após cumprido o prazo de 15 dias.

DEU O TROCO

O presidente Jair Bolsonaro compartilhou nas redes sociais nesta terça-feira (22) um vídeo em que aparecem o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), e o governador de Alagoas, Renan Filho, em aglomerações. As imagens foram publicadas acompanhadas com uma legenda na qual o chefe do Executivo faz ataques ao emedebista, afirmando que “falta de caráter é a marca do relator da CPI”. “Renan pai e filho fazendo aglomeração do bem. A falta de caráter é a marca do relator da CPI”, escreveu. A postagem foi em respostas às críticas feitas pelo senador contra Bolsonaro com o mesmo teor de cobrança. E agora Renan?

SERÁ BLASFEMIA?

Ciro Gomes, que foi comunista de carteirinha – ex-PPS, antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB), agora tenta aproximar do eleitorado evangélico. Ele postou na segunda-feira um vídeo em suas redes sociais no qual exalta os valores cristãos enquanto segura a Bíblia em uma mão e a Constituição na outra. “O Brasil é uma República laica, mas a Bíblia e a Constituição não são livros conflitantes”, disse o presidenciável pedetista. A publicação de Ciro foi atacada por pastores aliados do presidente Jair Bolsonaro e deixa explícita a briga pelos votos do segmento religioso entre os pré-candidatos ao Planalto. Será blasfêmia? Quem quiser, que atire a primeira pedra.

CRUZADA CRISTÃ

A gravação de Ciro Gomes (PDT) ocorreu após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrar na semana passada no Rio de Janeiro com Manoel Ferreira, bispo primaz da Assembleia de Deus, uma das maiores religiões do País. O eleitorado evangélico está dividido entre o atual e o ex-presidente: 35% das intenções de voto para Lula e 34% Bolsonaro, segundo pesquisa Datafolha. Em 2010, os evangélicos representavam 22% da população do País, segundo a última edição do Censo, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

À ALTURA

O decano do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, está prestes a se aposentar. O ministro deixará uma das 11 cadeiras do STF em 12 de julho — data em que completa 75 anos. Em entrevista ao programa Roda Vida, da TV Cultura, Marco Aurélio comentou o processo de escolha do sucessor pelo presidente Jair Bolsonaro. “Que o candidato escolhido pelo presidente tenha realmente ilibada conduta e domínio técnico o suficiente a colocar a capa de ministro do Supremo sobre os ombros”, afirmou Mello.

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