Sistema FAEMG dá boas-vindas à primeira turma do Programa de Estágio ATeG

Já está valendo: uma reunião on-line na última semana deu as boas-vindas aos universitários participantes do Programa de Estágio ATeG, tirou dúvidas e oficializou o início das atividades junto aos técnicos de campo. Os jovens foram recepcionados virtualmente pela equipe do Sistema FAEMG/SENAR/INAES e pelos técnicos de campo participantes. São 16 estudantes divididos em quatro cadeias, atendendo 15 municípios.

Mesmo tão jovem, a iniciativa, pioneira, já chamou a atenção em nível nacional, despertando a curiosidade de outras administrações do SENAR e do Sistema CNA. Ao falar com os estudantes, o superintendente do SENAR MINAS, Christiano Nascif, disse que a preocupação ao estruturar o programa era não só formar profissionais para Assistência Técnica e Gerencial, mas também dar ao agro brasileiro profissionais ainda mais qualificados. “Estamos formando não só profissionais de ciências agrárias, mas também pessoas com cidadania e caráter, porque estamos desenvolvendo também habilidades de relacionamento, comunicação e postura, que são muito importantes para o mercado hoje”, disse.

Oportunidades reais

“O DNA do SENAR é formar pessoas, ajudar os produtores rurais, e gratuitamente. O Programa ATeG é um dos programas mais jovens da casa, mas está crescendo ano a ano a uma taxa de cerca de 20%”, disse o gerente de assistência técnica e gerencial, Bruno Rocha de Melo. Trazer estagiários para o ATeG é sinalizar que a iniciativa precisa de mais profissionais, então existe a perspectiva real de contratação para aqueles que se empenharem, ele acrescentou. “Contratamos técnicos o tempo todo e essa é uma oportunidade muito rica para os estudantes de último ano dos cursos de agrárias”.

As chamadas soft skills (termo em inglês usado para definir habilidades comportamentais) foram destacadas pela gerente de Recursos Humanos do Sistema FAEMG, Sinaria Sousa, como mais um importante aspecto abordado no programa. Ela fez uma apresentação da estrutura da empresa e de detalhes do estágio e ressaltou a seriedade e compromisso da casa com a formação profissional dos estudantes. “O estagiário vai ser um apoio importante para o técnico de campo. Este é um momento marcante e de grande satisfação para nós, e esperamos que vocês aproveitem essa caminhada”, afirmou.

Para o gerente regional do Sistema FAEMG em Sete Lagoas, Harrison Belico, o programa de estágio é um excelente “pontapé inicial” na carreira dos jovens – ele mesmo ingressou no SENAR MINAS como estagiário, na graduação. Para Rogger Coelho, à frente da gerência regional de Passos, “todo o investimento em pessoas é bem feito, porque empresas são feitas de pessoas. Preparar esses jovens talentos com a nossa metodologia é proporcionar principalmente transformação na vida do produtor rural”. Marcos Reis, gerente regional em Viçosa, aponta que o programa de estágio resolve duas questões ao mesmo tempo, “pois capacitamos pessoas mais aptas para enfrentar o mercado de trabalho e formamos técnicos de alta qualidade para atender os produtores mineiros”.

Trabalho com o produtor na prática

“Desde que soube do programa fiquei com uma expectativa muito grande, porque existe uma preocupação com a melhoria do aluno tanto no aspecto técnico quanto comportamental, frente a muitas empresas que sequer têm um plano para o estagiário. Minha área de pesquisa e que eu faço extensão é exatamente o queijo minas artesanal, então esse estágio vai me proporcionar continuar trabalhando com o produtor rural, que é uma coisa que eu gosto bastante, e me desenvolver tecnicamente nessa e em outras áreas da agroindústria. Vai ser muito gratificante e prazeroso” – Sara Lídia Viegas de Oliveira – aluna do curso de Engenharia de Alimentos no IFMG – Campus Bambuí

“Quis participar do Programa de Estágio por entender que seria uma troca muito boa de experiência, iria agregar bastante aos universitários. Essa parte do convívio com os produtores de certa maneira é diferente da teoria, o que faz do dia a dia na prática, na propriedade, algo muito importante para os alunos. Entendo que podemos ajudá-los muito e eles também podem nos ajudar com novas técnicas e tecnologias” – Cyro Daniel de Campos – Tecnólogo em Alimentos e especialista em Gestão da Qualidade, técnico de campo do ATeG Agroindústria

“Fiquei impressionada com a oportunidade porque o Sistema FAEMG é uma instituição muito respeitada e conhecida, onde todo engenheiro agrônomo teria muita vontade de trabalhar. Minhas expectativas são as melhores possíveis, espero poder contribuir bastante e aprender, aprimorar meus conhecimentos nas questões práticas e desafios do dia a dia com o produtor. Vejo esse estágio como uma oportunidade de aprimorar conhecimentos e como uma ótima oportunidade inicial na carreira profissional” – Daniely Batista Santiago – aluna do curso de Agronomia da UFV

“Essa parceria do Sistema FAEMG com as universidades é muito boa para a entidade e para os estudantes. Para o estagiário, esse será o momento de ver como a teoria funciona no campo, pois a realidade é bem diferente da sala de aula. Para nós, técnicos, acredito que vai ser muito bom ter alguém acompanhando nosso trabalho. Vai aumentar nossa responsabilidade de atender ao produtor e de repassar conhecimentos para o estagiário. Creio que vamos colher muitos bons frutos, todos só temos a ganhar” – Fábio Vitor Gonçalves Pereira – agrônomo, técnico de campo do ATeG Balde Cheio

“Desde que li o edital da vaga fiquei muito empolgada, haja vista que eu me identifico muito com a metodologia de trabalho do SENAR, além da bovinocultura ser a linha de trabalho que almejo para a minha vida profissional. Estou com uma ótima expectativa tanto no grande aprendizado que me será proporcionado, quanto na possibilidade de ocupar uma vaga na empresa depois de formada” – Nathália Ribeiro Ferreira – estudante de Medicina Veterinária da UFMG

“A participação de técnicos de campo como agentes transformadores da realidade rural é muito gratificante, tenho a certeza que todos os técnicos, assim como eu, carregam essa missão e orgulho por este trabalho. Poder ajudar a construir o conhecimento desses jovens só nos engrandece. A troca de conhecimento não é apenas unilateral, todos agregam: produtor, técnico, funcionários e estagiários. O agronegócio precisa cada vez mais de toda essa interação, só assim a teoria transformará a técnica aplicada ao campo, dentro da realidade de cada produtor” – Felipe Evangelista Pimentel – zootecnista, técnico de campo do ATeG Gado de Corte

Da redação com o Agrolink

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