Mobilizados pelo Instituto Luiz Girão, BNB cria Cartão da Agropecuária

O Banco do Nordeste está criando o Cartão de Crédito Rotativo do BNB para custeio da produção de leite. A iniciativa partiu de mobilização feita pelo Instituto Luiz Girão, braço social da Betânia Lácteos criado para promover e desenvolver a pecuária de leite no semiárido nordestino, eliminando um dos principais gargalos do setor. O “Cartão BNB da Agropecuária” beneficiará principalmente os pequenos produtores, que enfrentaram constantes dificuldades de acesso ao crédito para o custeio de sua atividade.

A produção de leite no Nordeste é a atividade rural com maior ocupação e expansão territorial, com resiliência aos efeitos de secas, produz e gera renda durante todo o ano, mantendo as famílias no campo. Exemplo desta resiliência está no Ceará que, a partir de iniciativas criadas pela Betânia Lácteos para levar conhecimento, tecnologia e inovação para os pecuaristas, entre 2010 e 2019, mesmo com seis anos de saca, conseguiu aumentar em 79,53% a sua produção de leite.

Em torno de 75% do leite do Nordeste é produzido por agricultores familiares, com produção diária por fazenda de até 150 litros, apresentando, de forma constante, aumento contínuo de volume por fazenda, alavancados pela melhoria em genética, nutrição, produção de forragem, aprimoramento da gestão, inclusive, apoiados pela assistência técnica e o crédito rural.

Desburocratização

Com o cartão de crédito rotativo, ao final de cada mês, quando o produtor recebe o pagamento da venda do leite pagará o cartão e, em princípio, de acordo com o modelo de concessão do cartão adotado pelo Banco, seu crédito estaria automaticamente renovado pelo agente financeiro para custear a produção de leite do mês seguinte.

“O Instituto Luiz Girão foi criado pela Betânia com um propósito muito claro de trazer desenvolvimento sustentável para a cadeia leiteira e para as famílias produtoras, valorizando e proporcionando?perspectivas melhores aos produtores de leite. Nesse sentido é nosso dever contribuir cada vez mais com ações como essa, que beneficiam os produtores e permitem seu avanço econômico e social”, afirma David Girão, presidente do Instituto.

Da redação com o Agrolink

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