STF quebra parte de sigilo em processo e expõe investigação contra Ricardo Salles

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SALLES EXPOSTO

A situação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se complica com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que retirou parte do sigilo do inquérito que investiga a suposta participação dele em suposto esquema que facilitou a exportação ilegal de madeira. A determinação de Moraes é de que apenas os autos principais do inquérito tenham o sigilo derrubado. O magistrado, que é relator do caso, assinalou que, diante da natureza de seu conteúdo, toda a documentação autuada em anexo deverá permanecer em sigilo. Fora isso, Salles continuará exposto na mídia à sociedade.

EM QUEDA

Quem não está nada contente com uma nova pesquisa de opinião pública é o presidente Jair Bolsonaro. O levantamento do PoderData mostra que cresceu a rejeição de parcela da população em relação ao presidente da República. O percentual dos brasileiros que reprovam o governo do presidente voltou a ser de 59%; apenas 35% dos entrevistados apóiam a gestão Bolsonaro. O percentual atual é o maior desde o fim de março, quando a rejeição chegou aos mesmos 59% dos entrevistados. De acordo com os dados, 35% dos entrevistados aprovam o governo do presidente, caindo um ponto percentual com relação à última pesquisa. Foram 2.500 entrevistas em 462 municípios nas 27 unidades da Federação, entre 24 e 26 de maio.

VOTO DA CASERNA

Ignorando a pesquisa PoderData, o presidente Jair Bolsonaro aproveitou a agenda desta quinta-feira (27) na Guarnição Militar de São Gabriel da Cachoeira (AM) para fazer um discurso eleitoral a integrantes das Forças Armadas. Na sua fala, o chefe do Executivo disse aos militares que é preciso consciência na hora das eleições presidenciais do ano que vem. “Na política, estamos polarizados. Cada um pode fazer o seu juízo de quem é o melhor ou quem é o menos ruim. Mas eu duvido que, no fundo, quem porventura fizer uma análise do que aconteceu no Brasil nos últimos 20 anos, eu duvido que essa pessoa erre o ano que vem”, destacou Bolsonaro.

SORTE LANÇADA

Dentre os militares que acompanhavam Bolsonaro ao Amazonas, estavam o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e o comandante do Exército, general Paulo Sérgio de Oliveira. Eles se reuniram para decidir qual deve ser a punição ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello pela participação do general em ato político pró-Bolsonaro no último domingo (23). O Estatuto Militar e o Código Disciplinar do Exército proíbem que integrantes da Força participem de manifestações políticas.

SORTE LANÇADA (2)

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, não se conteve e voltou a defender punição ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello por ter participado de ato em apoio ao presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro. Segundo Mourão, que é general da reserva do Exército, qualquer outro entendimento neste caso pode instaurar uma “anarquia” na instituições, que são “apartidárias”. “O partido das Forças Armadas é o Brasil”, afirmou o vice-presidente. Mourão e Bolsonaro não estão se “bicando” e a fala do vice-presidente soou como um recado ao próprio presidente: “Fale menos”!

ALFINETADAS

Hamilton Mourão também não poupou críticas ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles,  por não ter comparecido em reunião do Conselho Nacional da Amazônia, na quarta-feira (26), do qual Mourão é coordenador. O general disse lamentou a ausência e disse necessitar da cooperação de todos os órgãos envolvidos para bater a meta de desmatamento na Floresta e alfinetou Salles. “Não sei a situação que o ministro está vivendo de ordem policial, né? Então, não sei”, afirmou. “Então, vamos tocar”, complementou, a respeito da importância da principal pasta no conselho.

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