Híbridos de repolho aguentam oscilações climáticas

As variedades Atlanta F1 e Kirei F1, da linha Topseed Premium, oferecem muitos benefícios ao agricultor. No campo, os dois híbridos mostraram tolerância a mudanças climáticas, amplitude de plantio, rusticidade, facilidade no manejo, boa sanidade foliar, boa conservação no campo, excelente pós-colheita e tolerância no transporte.

Por serem rústicos, o manejo dos repolhos não exige práticas muito sofisticadas e atende as necessidades de produtores de diferentes níveis tecnológicos. Segundo o especialista, “é necessário que o produtor conheça o clima e o solo da região para saber os cuidados e controles de pragas e doenças a serem adotados, assim como o tipo de adubação adequado”, aponta o especialista em Brássicas e Folhosas da Agristar do Brasil, Silvio Nakagawa.

Em relação a enfermidades, ambos os repolhos têm boa tolerância à bactéria Xcc (Xanthomonas campestris pv. campestris), agente causador da principal doença em culturas de repolho, a podridão negra. “Pelo plantio do repolho estar distribuído pelo Brasil todo e pela mudança acentuada do clima de um ano para outro, os híbridos têm de suportar doenças foliares, como o Xcc, que é a mais disseminada no país por preferir alta umidade e temperatura elevada. Além dessa, há outras doenças, como alternaria, míldio e hérnia, que costumam atacar pontualmente as lavouras. E, para isso, temos outros híbridos específicos na linha”, afirma Nakagawa.

Repolho Atlanta

Inácio Werlich é produtor da variedade Atlanta há quatro anos, na cidade de Águas Mornas (SC), e planeja aumentar sua área de plantio. “O repolho tem o tamanho e peso ideal, é bem compacto e, na colheita, consigo apanhar mais unidades por vez. Além disso, na minha região há muita mudança climática e o Atlanta resiste mais a isso que outras variedades”. Reflexo do sucesso da variedade para o produtor é a recepção nos supermercados. Inácio consegue entregar 4 mil cabeças de repolho Atlanta por semana, a mercados e ao Ceasa de Florianópolis (SC).

José Carlos Weber, produtor de repolho Atlanta, também da cidade de Águas Mornas, ressalta a aceitação dos consumidores como um ponto forte da variedade. “O repolho é grande, compacto e apresenta resistência à pinta-preta. Na hora da colheita, a maioria dos repolhos apresenta o tamanho padrão que o mercado pede”.

A versatilidade do híbrido Atlanta contribui para o negócio dos dois produtores. “O repolho apresenta planta e cabeça com coloração e formato padrão de mercado, para que, durante o embalamento, transporte e venda, não seja necessária nenhuma adequação na logística. Isso torna o Atlanta um produto muito versátil”, explica o especialista da Agristar.

De coloração verde-azulada, o repolho Atlanta entrega aos produtores uma planta com muito boa proteção foliar e mais frutos de 2 kg prontos para a colheita, em um ciclo médio de 100 dias.

Se um produtor busca por repolhos de porte grande e totalmente uniformes, o híbrido Kirei preenche com excelência esse requisito. Com folhagem ereta e coloração roxa, um dos pontos fortes do Kirei é a aceitação comercial. “O repolho Kirei se assemelha muito em formato com os repolhos verdes, pelo tamanho grande e cabeça globular achatada, podendo, assim, entrar nas mesmas caixas e bandejas do repolho verde. Isso acaba facilitando ainda mais o manejo a campo e no packing house ”, diz Silvio Nakagawa. O repolho Kirei pesa, em média, 2 kg, apresenta plantas vigorosas de excelente coloração e tem ciclo médio de cultivo de 100 dias.

Da redação com o Agrolink

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