Fala de Pazuello à CPI da Covid e denúncia contra Salles na PF estremecem Brasília

BRASÍLIA ESTREMECEU

Aqui, em Brasília, o assunto continua sendo a CPI da Covid e a Operação Akuanduba. Ambas, tiro certeiro no Palácio do Planalto. O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, como já era esperado jogou “merda no ventilador” e o que se pode esperar da ação da Polícia Federal em cima do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, já se pode prever. Mais lambança no ventilador do Planalto. Enquanto senadores tentam provar a ingerência do general, a PF corre atrás para averiguar se Salles praticou advocacia administrativa lucrando de forma indevida. Enfim, foi um dia tenso e amanhã não será diferente. O chão de Brasília vai tremer, apostam as más línguas.

OPERAÇÃO AKUANDUBA

A movimentação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira em Brasília criou certa ansiedade e muitos colocaram as barbas de molho. Mas o foco era em cima do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e do presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim. Alvos da Policia Federal (PF) na Operação Akuanduba, que investiga a exportação ilegal de madeira para Estados Unidos e Europa.  No radar da PF estão os crimes de corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando que teriam sido praticados por agentes públicos e empresários do setor madeireiro. Salles e servidores do Ibama tiveram os sigilos bancários e fiscais quebrados. O presidente Bolsonaro, claro, vai reagir passando o rodo nos cargos, doa a quem doer. Ao menos é o que dizem pelos corredores palacianos.

OLHO DO FURACÃO

Mesmo sendo tolerado pelo presidente Jair Bolsonaro, Ricardo Salles está com os dias contados no ministério diante da forte pressão. Desde o início do atual governo, os indicadores de desmatamento têm batido sucessivos recordes no Brasil e motivado um repúdio internacional sem precedentes sobre a política ambiental brasileira, com efeitos econômicos, sobretudo no agronegócio. Salles já estava na mira do Congresso, do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Supremo Tribunal Federal (STF). O estopim da operação da PF foi a denúncia de que Salles teria atrapalhado uma megaoperação da Polícia Federal no Amazonas contra o desmatamento, em dezembro. Para não piorar a imagem do governo, Bolsonaro agora terá que levantar o fogo da fritura ou servir o prato da demissão de Salles ao ponto.

CPI DA COVID

Como já era previsto, em seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito da covid-19, o ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, apresentou contradições já no começo da oitiva ao tratar da própria gestão e, também, em relação aos depoimentos dos dois ex-ministros anteriores, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Senadores de oposição chegaram a se irritar quando Pazuello tentou blindar o presidente Bolsonaro, o que já provocou a possibilidade de acareação e a volta do general à CPI. “Assunto de saúde, quem trata é o ministro Pazuello. Nem uma vez eu fui chamado para ser orientado pelo presidente da República de forma diferente com aconselhamentos externos”, defendeu Pazuello.

EM BRASÍLIA

Quem também marcou presença em Brasília, na terça-feira (18), foi o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB). Junto com outros parlamentares estaduais, além do senador Wellington Fagundes (PL-MT), Russi se reuniu com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, para definir tratativas da possível implantação da tecnologia 5G, de acesso à internet, nas comunidades rurais de Mato Grosso. “Saímos bastante animados, o ministro vai se empenhar em valorizar o estado de Mato Grosso”, anunciou Max Russi ao final do encontro. Fica a minha torcida aqui de Brasília!

EM BRASÍSILIA (2)

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM) e o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) também estarão aqui em Brasília muito em breve. Ultimamente os dois não andam se bicando por divergências ideológicas, mas terão que se sentar na mesma mesa para discutir uma questão importantíssima para a capital de Mato Grosso: a conclusão do VLT  (Veículo Leve sobre Trilhos) ou a troca pela BRT (Bus Rapid Transit). A pedido do deputado federal José Medeiros (POD), a Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara Federal aprovou a realização de audiências públicas para debater a troca dos modais. Quando o assunto é o bem de Mato Grosso, mesmo não se bicando Mauro e Emanuel se dão às mãos. Novamente, fica a minha torcida para que a melhor opção seja a escolhida!

 

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