Bolsonaro pede providências para que conta de luz não sofra impactos com a estiagem

CRISE ATENUADA

O presidente Jair Bolsonaro determinou que os ministérios da Economia e de Minas e Energia busquem saídas para reduzir os impactos nas contas de energia elétrica por conta do baixo nível de água nos reservatórios das hidrelétricas. Na verdade, desde março do ano passado, o governo e o Congresso têm trabalhado em medidas para atenuar as tarifas pagas pelos consumidores. A intenção é reduzir impostos. A geração corresponde a 34% da conta de luz, agora os encargos, subsídios e impostos correspondem a 45% desta tarifa. O governo espera que o Congresso Nacional aprove um marco legal para a chamada geração distribuída.

CAIXA DE MARIMBONDOS

Senadores da oposição querem convocar o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) a depor na CPI da Covid-19. Os petistas Humberto Costa (PE) e Rogério Carvalho (SE) protocolaram, em requerimento, pedido para trazer o filho do presidente à comissão. A justificativa é de que se faz necessário investigar a formação de uma assessoria paralela que estaria aconselhando o presidente Jair Bolsonaro na tomada de decisões para o enfrentamento da pandemia. O nome de Carlos Bolsonaro foi citado nos depoimentos do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e do gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo.

CENTRO DO FURACÃO

Dizem as más línguas que o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, está fazendo um “intensivão” com assessores para se sair bem durante o seu depoimento à CPI da Covid, nesta quarta-feira. Pazuello é considerado o centro do furacão, já que foi o titular da pasta que mais tempo ficou no cargo, por 10 meses, e exercia a função quando a Pfizer fez a oferta de 70 milhões de doses de vacina para o Brasil, assim como na crise da falta de oxigênio em Manaus. Pazuello não responderá nada que possa incriminá-lo, no entanto, terá que responder todas as perguntas relacionadas a terceiros, quero dizer, ao presidente Bolsonaro

NA PONTA DA LÍNGUA

O advogado de Eduardo Pazuello, Zoser Hardman, garante       que o general está pronto para enfrentar a sabatina a ser promovida pelos senadores da CPI da Covid. O defensor doe Pazuello afirma que ele não entrará em provocações. “Aquele que espera que o ex-ministro Pazuello entre em alguma provocação ou não aguente a maratona se surpreenderá”, sustentou Hardman em nota à imprensa.

NA MARRA

O PSDB irá acionar a Justiça para que o presidente Jair Bolsonaro seja obrigado a usar máscara e manter o distanciamento em eventos públicos bancados com recursos da União. É aquela história: ou vai por bem, ou por mal. Segundo o senador tucano, Tasso Jereissati (CE), o comportamento do presidente, que encontra apoiadores especialmente nos finais de semana sem máscara e sem distanciamento, é um boicote ao afastamento social, que, segundo ele é “a nossa única alternativa diante da falta de vacinas”. Ao saber dessa intenção, certamente Bolsonaro fez cara de “to nem ai”!

O CLONE

Agora seguindo a mesma linha de pensamento do presidente Jair Bolsonaro,  o vice-líder do governo na Câmara Federal, José Medeiros (Podemos), passou a defender o voto impresso auditável. Medeiros questiona a posição do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso,  sobre a confiabilidade da urna eletrônica. Para Medeiros, apenas o voto eletrônico não dá segurança jurídica necessária ao eleitor e fere os princípios de publicidade e transparência. Falou tal qual o presidente da República, quase um clone.

LUCROS NA CAIXA

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pedido de bancários da Caixa, Dieese faz levantamento e mostra que banco teve lucro nos últimos 18 anos. O levantamento detalha resultados da estatal ao longo de quase duas décadas. Lucro contabilizado em 2019 e 2020 inclui valores decorrentes de venda de ativos do banco público por atual governo. “Não mostra que a empresa está se expandindo e gerando empregos; mas, sim, que está se desfazendo de ativos fundamentais”, ressalta a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae)

BANCOS DIGITAIS

Por falar em banco, sem tarifas e sem agências físicas, os bancos digitais vêm ganhando cada vez mais espaço entre os brasileiros. Pesquisa C6 Bank/Ipec realizada em abril revela que 57% dos entrevistados têm contas em bancos digitais. Dentro desse grupo, 47% mantêm suas contas em bancos tradicionais e digitais ao mesmo tempo e 10% abandonaram de vez as instituições convencionais.  A maioria ainda usa os bancos tradicionais (65%), em comparação com os bancos digitais (31%). Mas quando se faz um recorte por idade, é possível ver uma tendência se desenhar: entre os brasileiros que têm entre 16 e 24 anos, os bancos digitais já superam os tradicionais (51% contra 41%).

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