Santa Catarina cria força-tarefa para combater a cigarrinha-do-milho

A cigarrinha-do-milho vem causando estragos nas lavouras de Santa Catarina. O estado, que esperava colher 2,9 milhões de toneladas, terá uma redução de 28,9% na produção estimada. Segundo o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), os produtores catarinenses deixarão de colher mais de 900 mil toneladas de milho, principalmente nas regiões de Chapecó e São Miguel do Oeste.

De acordo com as informações da Secretaria de Agricultura de Santa Catarina, com uma quebra de quase 30% na safra esperada de milho, Santa Catarina cria força-tarefa para combater a cigarrinha-do-milho e reduzir os impactos nas lavouras. Nesta quarta-feira, 12, o Governo do Estado e representantes dos produtores rurais lançam juntos uma campanha para conscientizar os agricultores a eliminarem o milho que nasce espontaneamente após a colheita, conhecido como milho tiguera, guaxo ou voluntário. A planta pode ser o hospedeiro para a cigarrinha entre uma safra e outra.

A campanha para eliminação do milho guaxo foi lançada durante o 1° Encontro Sul-Brasileiro De Fitossanidade (Enfit Sul) e tem como objetivo conscientizar os produtores e incluir as cooperativas, comerciantes de sementes e lideranças do setor produtivo na discussão, estimulando essa prática cultural. O milho guaxo nasce, espontaneamente, a partir dos grãos que caem no transporte ou durante a colheita. No meio de outras culturas, áreas de pousio ou beiras de estrada, o milho voluntário pode ser um abrigo para a cigarrinha entre as safras.

“Se houver plantas de milho guaxo, onde as cigarrinhas possam se abrigar, existe maior chance que o complexo do enfezamento do milho se mantenha circulando até a próxima safra, que inicia em agosto aqui no estado. A eliminação do milho tiguera, isoladamente, não é a solução do problema, mas é uma prática capaz de eliminar o que chamamos de ponte verde, ou seja, reduzir a ocorrência de plantas de milho em fase de desenvolvimento vegetativo ligando uma safra a outra”, explica o gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal, Alexandre Mees.

A cigarrinha-do-milho já esteve presente nos milharais de Santa Catarina em outros períodos, porém em baixas populações ou taxas de incidência. O que aconteceu na última safra foi que as condições ambientais favoreceram a sobrevivência do milho tiguera nas regiões de menor altitude e encostas de rios.

Da redação com o Agrolink

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