O impacto das lagartas na soja

As lagartas são causadoras de grandes prejuízos na cultura da soja, conforme já é sabido pelos produtores. Os danos podem atingir até 75,8% de perdas por desfolha e uma redução da produtividade de até 1214 kg/ha quando não há controle.

Na safra 2020/21 a pressão da praga foi menor devido a entressafra com seca prolongada. Analisando a safra, o início e meio do desenvolvimento, ocorreu um cenário mais tranquilo com relação à pressão de lagartas, mas na colheita, o cenário se alterou, com aparecimento de por exemplo da Spodoptera, que pode ser muito prejudicial para a soja e para a próxima cultura como o milho. “Apesar do produtor não estar ainda muito familiarizado com os danos dessa lagarta, ela pode causar prejuízos de muita significância e permanecer nos restos culturais, podendo atacar o milho, que é o ambiente dela, e causar ainda mais problemas”, comenta Jedir Fiorelli, gerente de cultura da FMC.

Além das muitas atividades, vigilância é palavra de ordem para os produtores. Principalmente em um ano onde a La Ninã é a comandante do tempo, gerando impactos que causam mudanças significativas no clima. Consequência disso, são os prazos de plantio e colheita, que além de modificados, também precisam de ainda mais cuidado pela alta incidência e pressão de pragas como a lagarta, que se proliferam em um ambiente mais seco.

“Um dos principais problemas das lavouras de soja, as lagartas atacam as folhas e as plantas, dificultando que a mesma possa se desenvolver, levando até mesmo ao ataque e não preenchimento correto das vagens”, explica Jedir.

As lagartas Spodopteras, passaram a ser motivo de mais atenção, pois elas causam danos consideráveis na desfolha e vagens e não são prevenidas pela tecnologia Bt. Além disso, essas lagartas, se não manejadas e controladas de forma correta, podem utilizar da ponte verde entre culturas para manter sua sobrevivência por longo tempo, de rotação em rotação de cultura.

Já a Helicoverpa armigera pode causar prejuízos em diversas culturas, como algodão e soja, e podem chegar a um impacto de aproximadamente 40% na produtividade, segundo o CEPEA da Esalq/USP. Por isso, o monitoramento é essencialmente um aliado ao manejo integrado de pragas através de soluções que auxiliem em seu controle. “Já temos inseticidas que atuam na proteção da Soja Bt e convencional, protegendo o período de floração do ataque de lagartas e também na fase de dessecação, levando proteção a longo prazo”, explica Jedir.

* informações da assessoria de imprensa

Da redação com o Agrolink

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