Carne de frango abre o mês de maio com recorde nos embarques médios diários

À primeira vista, ficaram para este mês restos não contabilizados de abril passado. Mas ainda que isso tenha ocorrido, é auspicioso o fato de, na primeira semana de maio, os embarques de carne de frango in natura terem atingido, pela média diária, resultado inédito na história das exportações do produto. Ou seja: até aqui, os maiores embarques ficaram próximos, mas aquém, das 20 mil toneladas/dia. Entre 2 e 8 de maio (cinco dias úteis) totalizaram 22.763 toneladas diárias, 25,5% e 22% a mais que no mês anterior e em maio de 2020.

Considerado o comportamento de meses anteriores, essa média tende a se diluir à medida que maio avança. Mas, por ora, sugere resultado excepcional para a totalidade do mês – que tem 21 dias úteis, um a mais que em abril – indicando volume em torno das 478 mil toneladas, algo até hoje não alcançado pelo setor.

É mais do que certo, porém, que esse volume não será alcançado. Pois, com a recente e intempestiva decisão da Arábia Saudita de desabilitar onze dos vinte abatedouros avícolas autorizados a exportar para aquele país, um refluxo pode ser esperado.

Segundo maior importador da carne de frango brasileira na atualidade, a Arábia Saudita vinha adquirindo, mais recentemente, volumes que variavam entre 35-40 mil toneladas mensais. E, de acordo com as notícias de mercado, os onze estabelecimentos desabilitados respondem por cerca de dois terços desse total. Assim, não havendo compensação da parte dos nove abatedouros que ainda permanecem habilitados, pode-se esperar por uma redução – no volume total mensalmente embarcado – em torno das 25 mil toneladas.

Por ora, no entanto, tudo não passa de pura especulação. E, ao contrário do previsto, os embarques para os sauditas podem até aumentar neste mês. É que o embargo imposto a onze estabelecimentos vigora a partir de 23 de maio, ou seja, praticamente na última semana do mês. E experiências anteriores mostram que, em circunstâncias similares, embarques futuros têm sido antecipados.

Portanto, é aguardar. E esperar que, conforme o prometido, a autoridade saudita de drogas e alimentos justifique com brevidade as razões que levaram a Arábia Saudita – mais tradicional importador da carne de frango brasileira – a embargar a maior parte de seus fornecedores brasileiros.

Da redação com o Agrolink

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