Mariposa compromete formação da macieira

Mariposa compromete formação da macieira  A lagarta conhecida como mariposa oriental (Grapholita molesta) está impondo desafios à safra brasileira de maçã (Malus domestica), comprometendo a formação da planta, de acordo com o que afirma a equipe técnica da companhia de origem ítalo-japonesa Sipcam Nichino. Ela recomenda monitorar a mariposa oriental desde o início do ciclo da cultura.

Conforme o engenheiro agrônomo José de Freitas, da área de desenvolvimento de produtos da Sipcam Nichino Brasil, a orientação da empresa é iniciar aplicações de seu inseticida Trebon® 100 SC quando forem coletadas na lavoura, por meio de armadilhas, em média 20 machos/semana (fase adulta).

“Trebon 100 SC é um produto de ponta e efeito de choque. Funciona imediatamente após aplicado. Além da eficiência no controle da praga, o produto é ideal para uso no manejo integrado de pragas (MIP) e também no manejo de resistência da mariposa oriental a ingredientes ativos de inseticidas. Em geral os sintomas aparecem cerca de duas semanas após a eclosão da lagarta”, comenta ele.

Segundo ele, o inseticida tem sido empregado com sucesso há várias safras na maçã, colhida principalmente entre os meses de fevereiro e maio no Sul brasileiro. De acordo com Freitas, o inseticida da companhia tem como ingrediente ativo o composto Etofrenpoxi. Ele ressalta ainda que ataques da mariposa oriental à macieira se mostram mais representativos, do ponto de vista do dano econômico, na fase vegetativa da cultura.

A maçã brasileira registra média de produção anual acima de 1 milhão de toneladas. Conforme divulgou, em fevereiro último, a Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), em 2021 as exportações da fruta, de aproximadamente US$ 40 milhões anuais, podem crescer na casa de 60%, ante a alta do dólar e à perspectiva de aumento da produtividade nas lavouras.

 

Da redação com o Agrolink

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