Peça-chave na crise sanitária, depoimento de Pazuello preocupa Planalto

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CPI DA COVID

 

Na semana em que a CPI da Covid colherá os primeiros depoimentos, o mais esperado é o de Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde e um dos principais nomes na mira das apurações. Ele terá de responder sobre atraso na vacinação, promoção da cloroquina e crise em Manaus. General do Exército e ex-titular da pasta, Eduardo Pazuello é considerado peça-chave no quebra-cabeça para entender o que ocorreu com o país na crise sanitária. Certamente, é Pazuello é também o alvo do governo. O que ele disser poderá jogar tanto uma pá de cal em cima dos ânimos da oposição, quanto um galão de gasolina na fogueira. Ouvidos os ex-ministros, a CPI voltará as atenções para o atual titular da Saúde, Marcelo Queiroga, previsto para depor na quinta-feira.

CPI DA COVID (2)

Lógico que a preocupação do governo federal com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid tem direta relação com as eleições de 2022, na qual Jair Bolsonaro é candidato natural á reeleição. É que o colegiado se torna um problema a mais para o presidente Jair Bolsonaro equilibrar até lá, além de uma possível terceira onda da pandemia, a dificuldade de vacinar a população, o desemprego e o Orçamento apertado. E se em público o chefe do Executivo diz não se preocupar com o colegiado, nos bastidores o assunto domina o Palácio do Planalto.

POPULARIDADE

Teóricos de conspiração voltaram a filosofar sobre o uso de robôs para impulsionar o nome do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais. Até mesmo parte da Imprensa tem feito levantamentos tendo com base números da plataforma Bot Sentinel, na qual o número de postagens com hashtags de apoio ao presidente deu um salto vertiginoso entre fevereiro e março, com crescimento de 3.441%. Além da popularização de hastags já conhecidas como #opovoestacombolsonaro, houve aumento de posts pedindo que Bolsonaro seja reeleito no ano que vem.

 MAIS UM FÔLEGO

Eleito para a presidência da Câmara dos Deputados com apoio do governo federal, Arthur Lira (PP-AL) sinalizou, desta vez em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que a abertura de um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro não está em seus planos, pelo menos a curto prazo. O documento foi encaminhado ao gabinete da ministra Cármen Lúcia, que é relatora de um processo movido pelo advogado Ronan Wielewski Botelho, criador do Movimento Reforma Brasil, contra a Câmara. Botelho pede que o tribunal obrigue o Legislativo a regulamentar os procedimentos para análise dos pedidos de cassação de presidentes, inclusive com a definição de prazos para sua apreciação.

ROBÔS?

Um dos teóricos de conspiração é o senador Humberto Costa (PT-PE), que até solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) a abertura de uma investigação para que seja apurado se o governo federal financiou as atividades de perfis inautênticos no Twitter ao longo de março. Enfim… O senador não se atentou que os dias em que as publicações aconteceram com mais frequência entre fevereiro e março foram no aniversário de Bolsonaro, 21 de março, e na data que marcou o início do golpe militar de 1964, 31 de março. Tá explicado, né?

PLANALTO X OAB

Sob comando de Felipe Santa Cruz, a resistência da Ordem dos Advogados do Brasil contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, pode estar com os dias contatos. Na semana passada Luiz Viana, que é candidato à presidência da entidade em 2022, encabeçou um movimento que divulgou um manifesto contra o presidente da OAB. O texto, que teve o aval de outros dois integrantes da diretoria e foi endossado por integrantes de seccionais, diz que é preciso “corrigir rumos” da entidade e pede para que a entidade se “afaste das disputas político-partidárias”. Lógico de Santa Cruz já colocou as barbas de molho. Bolsonaro não se manifestou… ainda!

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