Preocupação ambiental não pode virar barreira comercial entre Brasil e EUA, diz ministra

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse ao secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Tom Vilsack, em conversa por videoconferência ontem (6/4), que as preocupações ambientais não podem se tornar barreiras ao comércio entre os países.

“Não podemos deixar que as preocupações com o meio ambiente se transformem em barreiras ao comércio. A existência de um comércio livre e desimpedido é, na minha visão, um importante elemento para o fortalecimento de uma agricultura sustentável”, destacou Tereza Cristina, segundo nota divulgada pelo Ministério da Agricultura.

A reunião também tratou da cooperação entre os países na área agrícola, com troca de informações baseadas na ciência, e compromissos com a produção sustentável. No encontro, a ministra também reafirmou o interese de “fortalecer os laços históricos de colaboração” com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Tereza Cristina ainda ressaltou a  necessidade de países do AG-5  (Estados Unidos, Brasil, Canadá, Argentina e México) discutirem questões baseadas na ciência para desmistificar dúvidas ligadas à agricultura mundial.

“Cada vez mais existem interrogações e precisamos mostrar para o mundo que a agricultura pode produzir de maneira saudável e segura”, destacou.

O secretário americano também reforçou o compromisso dos EUA para tratar adequadamente as mudanças climáticas por meio de pesquisas e inovação. “A inovação desempenhará um papel importante para nos ajudar a nos adaptar, mitigar e a nos ajustar a essa nova realidade”, disse.

Vilsack também comentou sobre a cúpula do clima, organizada pelo governo americano e que ocorrerá neste mês.

“Os EUA estão preparados para assumir compromissos com o mundo de acordo com o Acordo de Paris sobre como abordaremos o clima. O presidente (Joe Biden) preparou uma proposta de infraestrutura bastante ousada para negociação no Congresso e, se aprovada, acredito que servirá de base de investimentos consideráveis para energia limpa”, ponderou.

Da redação com o Globo Rural

 

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