Jair Bolsonaro tira o foco da reeleição em 2022 e diz que não está nem ai

TÔ NEM AÍ!

Para minar a polêmica em torno da reeleição, o presidente Jair Bolsonaro soltou uma pérola nesta quarta-feira. Ele afirmou categórico, que não está preocupado com a corrida presidencial no próximo ano, apesar de demonstrar interesse em uma reeleição. “Não é hora de ver biografia. Estou me lixando para 2022”, disse. É lógico que é estratégia para tirar o foco. O Planalto trocou ministros da ala ideológica para melhorar a sua imagem, alinhou o discurso com o novatos e até ponderou algumas falas a respeito da pandemia da Covid-19. Bolsonaro é candidato nato, com ou sem discussão.

SEM LOCKDOWN

O presidente Bolsonaro voltou a criticar governadores e prefeitos ao afirmar que a adoção de um lockdown nacional em meio ao aumento dos casos e das mortes por covid-19 está descartada no país. Reforçou também que o Exército não será utilizado para fins de fiscalização de medidas restritivas nos estados. A declaração ocorreu durante visita a Chapecó, em Santa Catarina. “O nosso Exército brasileiro não vai às ruas para manter o povo dentro de casa, a liberdade não tem preço”, concluiu.

IMAGEM TUNADA

Os discursos dos novos ministros estão bem alinhados com o que pretende dizer o presidente da República de ora em diante: aceleração da vacinação contra a covid-19, união do Executivo com entes federativos e adoção de políticas relacionadas ao clima. Até mesmo o novo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, reforçou em sua recente fala que o presidente Bolsonaro é o comandante-em-chefe das Forças Armadas. Ou seja, deu o recado sobre quem realmente manda no governo. No entanto, destoando dos colegas, Braga Netto esquivou-se de fazer promessas.

DEDO NA FERIDA

O presidente Jair Bolsonaro demonstrou irritação com o reajuste de 39% no preço do gás natural. Em discurso na solenidade de posse do novo diretor-geral da Itaipu Binacional, nesta quarta-feira (7), Bolsonaro considerou “inadmissível” a decisão da Petrobras, anunciada na segunda-feira (5). O presidente fez referência ao presidente da estatal, Roberto Castello Branco, que deixará o cargo nos próximos dias, passando o comando da empresa para o ex-presidente de Itaipu Joaquim Silva e Luna, que acompanhou o discurso de Bolsonaro. Ele deverá ser confirmado como novo presidente da Petrobras na assembleia do Conselho Administrativo da empresa, prevista para o próximo dia 12.

LEITE DERRAMADO

Em meio ao aumento dos casos e das mortes por covid-19 no país, o presidente Jair não se conteve em lançar mais uma polêmica para ser explorada pela oposição e parte da imprensa. “Não vamos chorar o leite derramado. Estamos passando ainda por uma pandemia que, em parte, é usada politicamente. Não para derrotar o vírus, mas para tentar derrubar o presidente. Todos nós somos responsáveis pelo que acontece no Brasil. Em qual país do mundo não morre gente? Infelizmente, morre gente em tudo que é lugar. Queremos é minimizar esse problema”, apontou.

NOVO CANCELER

Pelo que parece, o governo de Jair Bolsonaro está mesmo tomando novos rumos. O novo chanceler prometeu “diplomacia da saúde” e “sem preferências”. Carlos Alberto França sinaliza com correção de rumos, após a gestão desastrosa de Ernesto Araújo no Itamaraty. E promete engajar diplomatas brasileiros para “mapear vacinas disponíveis”. O antecessor na pasta, Ernesto Araújo, foi alvo de constantes críticas por dar tratamento ideológico às relações internacionais.

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