Demanda das usinas de etanol por milho deve duplicar em MT na safra 2020/21

Volume projetado pelo Imea ultrapassa os 9 milhões de toneladas. Maior disputa pelo grão produzido no estado reduz volatilidade dos preços

O número de indústrias que produzem etanol utilizando o milho como matéria-prima está em franca expansão em Mato Grosso. A ampla oferta do cereal e, consequentemente, os preços “mais em conta” que os praticados em outras regiões do país, são atrativos que garantem a escolha do estado como melhor opção para este tipo de investimento. Nos próximos anos as 4 usinas que atualmente estão em atividade, ganharão a companhia de pelo menos outras 9. E esta expansão vai elevar consideravelmente a demanda pelo milho.

Desde as primeiras investidas no uso do milho como alternativa para otimizar o parque de máquinas das usinas que moem cana-de-açúcar, a demanda pelo grão para a produção de etanol registrou saltos prá lá de expressivos no estado. Na safra 2013/14, por exemplo, o consumo foi de aproximadamente 200 mil toneladas. Hoje são necessários 4,5 milhões de toneladas e para a safra 2020/21 a expectativa é de que 9,1 milhões de toneladas do cereal sejam destinados para esta demanda.

Gestor técnico do Imea, Cleiton Guaer diz que quando todas as 9 novas usinas estiverem em funcionamento será preciso mais de 11,5 milhões de toneladas de milho para atendê-las. O volume cada vez mais expressivo tende a reduzir a dependência das exportações do grão, embora elas ainda permanecerão como o principal destino do cereal “made in MT”. Uma das vantagens dessa menor dependência, na prática, pode ser observada nos gráficos relacionados aos preços pagos pelo milho no estado: desde que a demanda das usinas começou a aumentar, as cotações passaram a oscilar com menor intensidade. Ou seja, a permanência de uma demanda consistente – e crescente – acirrou a competição pelo produto, diminuindo a diferença entre os menores e os melhores valores pagos pelo grão.

Fonte: Grupo Idea

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