A inovação tecnológica no agronegócio

 

No primeiro semestre de 2019, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 47,69 bilhões e obtendo um superávit de US$ 40,7 bilhões, sendo responsável por 43,4%, em média, das vendas totais externas do Brasil (Mapa), e configurando-se num histórico, auspicioso e crescente desempenho desde 1977, bem como movimentando as diversas economias regionais, o que é indispensável e indissociável nesse País continental de múltiplas vocações agrossilvipastoris, e a exigir melhor distribuição de renda per capita e mitigar também a pobreza!

O Censo Agropecuário de 2017 revela 5,072 milhões de estabelecimentos agropecuários no Brasil numa área total de 350,25 milhões de hectares ou 41,1% do território nacional, onde se abatem as áreas destinadas ao cumprimento das leis ambientais vigentes. A produção de grãos atinge apenas 7,4% do território nacional, e deve emplacar até 240 milhões de toneladas em 2018/2019, o que poderia se configurar num recorde!

Os ganhos de produção, produtividade e qualidade nas culturas e criações fundamentam e sustentam o agronegócio brasileiro nos últimos 45 anos, tempo curto, um fato pouco comum no cenário mundial e aliando-se mercados atraentes, adoção de inovações pelos produtores rurais, crédito rural e assistência técnica pública e privada!

No cenário complexo do uso correto dos recursos naturais, vale recordar novamente uma expressão cravada pelo pesquisador Eliseu Alves, da Embrapa: A sustentabilidade econômica do produtor rural precede à sustentabilidade dos recursos naturais, embora sejam indissociáveis, e a tecnologia é também um assunto muito sério para quem planta, cria, abastece e exporta.

Contudo, numa perspectiva mais ampla, não basta gerar a inovação tecnológica nos diferentes centros de pesquisas, embora essencial, mas que seja difundida, acessada e testada, onde couber, no universo rural pelos agricultores familiares, médios e empresários, bem como agregada aos processos produtivos numa gestão para resultados, e haja rentabilidade!

Noutro cenário, igualmente estratégico, pode-se aceitar, sem dúvida alguma, que a geração e difusão de inovações nos sistemas do agronegócio, ou fora dele, assumem uma velocidade quase sem precedentes no viger desse século XXI.

Qual seria, em tese, uma diferença com relação às atividades agropecuárias? Presumivelmente os milhares de variáveis que afetam os processos produtivos e seus desdobramentos até à mesa do consumidor. Um exemplo não crítico; uma montadora não depende diretamente da fotossíntese, mas sem ela não há alimentos essenciais à vida e economia!

Pode-se também presumir que a inserção do Brasil no Tratado UE-Mercosul, além de exportar para outros países, poderá estimular e aquecer novas pesquisas agropecuárias, sistemas de informações mais eficientes nos processos de difusão/adoção de inovações nos cenários rurais, rigor na observância dos recursos naturais, tema controverso, novos sistemas de embalagens e transportes mais sofisticados, com viáveis custos de produção!

E mais, ampla e presente vigilância sanitária animal e vegetal, assistência técnica eficiente e, quem sabe, uma reavaliação dos currículos de Ciências Agrárias para ajustá-los, onde for possível e necessário, a um mundo em permanente mudança e para além dos territórios das escolas e universidades; o conhecimento precede à mudança e deve ser exaustivamente compartilhado com quem dele precisa e depende!

Informações do Diário do Comercio.

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