Brasil vai propor regras para subsídios agrícolas na OMC caso incentivos industriais fiquem mais restritos

O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, afirmou nesta terça-feira (25) que o governo brasileiro considera “necessária” a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC), porém destacou que, caso as regras para subsídios industriais fiquem mais “restritas”, o país vai propor regras para subsídios agrícolas.

A declaração, dada durante entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, ocorreu na véspera da viagem do presidente Jair Bolsonaro a Osaka (Japão), onde participará na sexta-feira (28) e no sábado (29) da cúpula de líderes do G20, que reúne as 20 maiores economias do mundo.

O porta-voz citou a reforma da OMC, que está em discussão, como um dos “desafios” da cúpula realizada no Japão. Ele aproveitou para apresentar a posição do Brasil em relação ao tema:

“A posição brasileira é de que a reforma da OMC é necessária, pois as regras são de décadas atrás. O Brasil negocia qualquer tema, mas, se tornarem mais restritas regras para subsídios industriais, o Brasil vai propor regras para subsídios agrícolas”, declarou Rêgo Barros.

O Brasil apoia a proposta norte-americana de reformar as regras da OMC para condenar o subsídio governamental às indústrias com maior veemência.

Como contrapartida, o Brasil defende o mesmo rigor contra os subsídios agrícolas em países como EUA, França, China e Índia.

O encontro mais esperado desta edição da cúpula do G20 será entre os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Xi Jinping, da China. Isso porque há uma guerra comercial entre os países, marcada pelo aumento das tarifas de importação e pelo subsídio à produção de ambos os lados.

Bolsonaro tem previsão de se reunir, em uma agenda bilateral, com Xi Jinping na sexta-feira.

Da Redação com informações do G1

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