MS inicia colheita do milho segunda safra com expectativa de produção histórica e manutenção dos bons preços

Os produtores rurais de Mato Grosso do Sul já iniciaram a colheita da segunda safra de milho, também chamada de safra de inverno ou safrinha. A abertura simbólica dos trabalhos, que devem se extender até agosto, ocorreu nesta quinta-feira, na Casa Rural, sede da Federação de Agricultura e Pecuária do estado (Sistema Famasul) e Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS), em Campo Grande.

O presidente da Aprosoja/MS, Juliano Schamaedecke, reiterou as projeções da entidade para o ciclo. Incremento de 5,73% na área cultivada, de 1,814 milhão de hectares da temporada passada para 1,918 milhão de hectares na atual e salto de produtividade de 18,4%, aumentando de 70,1 sacas por hectare para 83 sacas por hectare, podendo chegar, se as condições climáticas forem positivas até a 85 sacas por hectare.

Com crescimento na área e no rendimento, a expectativa da entidade é de uma produção em torno de 9,552 milhões de toneladas, que pode ser revista para cima ainda, ultrapassando até mesmo a marca de 10 milhões de toneladas.

Se confirmada a previsão inicial apresentada nesta quinta-feira, os agricultores do estado deverão colher a segunda maior “safrinha” da história de Mato Grosso do Sul. Apenas no ciclo 2016/2017 foi colhida uma quantidade maior do cereal, 9,609 milhões de toneladas.

Referendada no campo a estimativa técnica, o presidente da Aprosoja/MS comenta que neste ano o estado se consolida como o terceiro maior produtor brasileiro de milho safrinha, correspondendo a 10% da produção nacional.

O volume que o Mato Grosso do Sul deve colher de milho segunda safra é tão expressivo, que se o estado fosse um país, seria o 16º maior produtor mundial, conforme os dados mais recentes divulgados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que são de 2017.

Somente os Estados Unidos, a China, o Brasil, a Argentina, a Índia, a Indonésia, o México, a Ucrânia, a África do Sul, a Romênia, a França, o Canadá, a Rússia e a Nigéria, produziriam mais do que Mato Grosso do Sul.

O presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito, comenta que esse expressivo crescimento de produção não se deve somente as boas condições climáticas e aumento de área, mas também ao trabalho do agricultor sul-mato-grossense. “É também resultado do investimento do produtor rural. Investimento em tecnologias, que são sustentáveis e o resultado disso e mais uma supersafra para Mato Grosso do Sul”.

Saito também relatou que o produtor está mais amadurecido para lidar as questões de flutuação do mercado e citou como exemplo a influência nas cotações das notícias de uma quebra na safra norte-americana do cereal, o que junto com a alta do dólar perante o real, provocou nas últimas duas semanas uma valorização do grão, mesmo com a expectativa de uma safra recorde em Mato Grosso do Sul e no Brasil.

Presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito — Foto: Anderson Viegas/G1 MS

Presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito — Foto: Anderson Viegas/G1 MS

Continuando com a avaliação de mercado, o presidente da Aprosoja/MS ressaltou que o produtor deve estar atento as variações de preços, para aproveitar as melhores oportunidades, ‘travar o preço’ e fazer a negociação mais vantajosa possível de sua produção.

Schamaedecke disse que até o dia 3 de junho, 34,8% da futura produção da safrinha sul-mato-grossense já havia sido comercializada antecipadamente. O percentual é 7,7 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período do ciclo passado, que foi de 27,18%.

O presidente da Aprosoja/MS lembrou que o milho tem uma importância estratégica para o agronegócio sul-mato-grossense, porque o grão também é insumo básico para a produção de ração para várias cadeias de produção de proteína animal, como a bovinocultura de corte, a avicultura e a suinocultura.

 Da Redação com informações do G1

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