Em alta, mercado de flores tropicais vira aposta na terra do agronegócio

Mato Grosso, Centro-Oeste do Brasil. Economia predominantemente agropecuária e que  concentra a maior parcela da produção brasileira. Apenas neste ano, saíram do campo 48 milhões de toneladas de grãos (25% do total do país), proporcionando um faturamento bruto de R$ 56 bilhões.

Na terra do agronegócio, onde o colorido dos campos de soja, milho e algodão e o gado imperam, não falta espaço para a diversificação. E tem gente mostrando como isso está funcionando na prática. É um pequeno grupo que se mantém distante dos holofotes do agribusiness, mas que descobriu como aproveitar um nicho pouco explorado: a produção de flores tropicais.

“Há setores com muita possibilidade na pequena propriedade”, afirma Leide Katayama, diretora do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado de Mato Grosso (Sebrae-MT) , uma instituição especializada em fomentar o empreendedorismo e em descobrir novos talentos.
A cultura das flores e folhagens tropicais foi introduzida no Brasil há 30 anos com o objetivo de atender ao mercado europeu e asiático. Aos poucos, nomes como helicônias, alpínias, bastões-do-imperador, gengibres passam a fazer parte do cotidiano mato-grossense.

“Cada uma delas tem uma beleza diferente e só de ficar olhando, a vida fica muito mais florida”, diz Maria José de Souza, uma produtora de flores tropicais apaixonada pelo ramo que descobriu há sete anos. Uma nova fase da vida começou quando ela deixou a área da construção civil para, junto com o marido, ex-bancário, apostar no negócio.

Na pequena chácara próxima de Cuiabá, a atividade virou coisa séria e o trabalho antes feito em meio hectare avançou para três hectares. São 23 espécies da família helicônia que são produzidas durante o ano todo, em uma sinfonia de cores, texturas e tamanhos.

Fonte: G1

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *