Ministra sinaliza atender demandas do setor agro no Ceará

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, sinalizou atender as demandas que estão no radar da Pasta que comanda, em sua primeira visita ao Ceará, ontem (15). Segundo a titular do Mapa, que acompanhou os fluxos de produções de três empresas no Estado, o fortalecimento da assistência técnica aos produtores terá espaço em sua gestão, além da flexibilização do uso de defensivos agrícolas.

“O Ministério está trabalhando na simplificação dos processos de governança, mas hoje (a decisão em relação aos defensivos agrícolas) é do Congresso Nacional. Fui presidente da Comissão Especial que aprovou um Projeto de Lei, mas ele precisa ainda ser votado na Câmara dos Deputados, no Senado, a modernização de todos esses processos para que se simplifique e não se precarize”, avaliou.

O projeto ao qual se referiu a ministra é o PL 6299/02. O texto prevê que esses produtos possam ser liberados pelo Ministério da Agricultura. No último ano, empresários do setor agro se manifestaram contra a sanção pelo Governo estadual de uma lei que impede os produtores de fazer a pulverização por meio de aviões.

A presença da ministra e a menção ao assunto também provocaram manifestações contra o uso dos defensivos durante a visita dela ao Ceará.

Apoio a produtores

De acordo com a ministra, um levantamento no Nordeste apontou 91 cadeias produtivas que devem receber apoio. “Eu vejo que a assistência técnica é importante. Aqui é muito abaixo do que os produtores precisam”, avaliou a ministra, acrescentando que a política de desenvolvimento para o Nordeste será pensada de forma conjunta com outros ministérios.

Problemática enfrentada por pequenos produtores desde o ano passado, o hiato no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é visto pela ministra da Agricultura como um problema de “falta de orçamento”. Ela prevê que a iniciativa deve ser retomada imediatamente, assim que houver recurso disponível.

“O projeto não foi finalizado, acabou o dinheiro, porque você tem o orçamento anual, mas continua firme e estamos trabalhando já o próximo Plano Safra e ele vai estar dentro disso aí também. Esse projeto não acabou, porque acabou o ano e entrou um novo Governo, mas o programa não acabou, o programa continua forte”, pontuou.

Já no Rio Grande do Norte, onde visitou a produção de melões da Agrícola Famosa, Tereza Cristina afirmou que voltará “dentro de três meses com ações concretas para a geração de emprego e renda, principalmente para o pequeno produtor”.

Nordeste não é só seca

A titular da Pasta revelou que ficou “encantada” com o que viu no Nordeste e que caiu por terra a impressão de que o Nordeste “é só seca”. “Aqui, eu acho que nós vimos o que pode dar certo”, disse.

“Nós estamos fazendo um reconhecimento porque devemos lançar em breve um trabalho em conjunto com outros ministérios, uma política voltada para o Nordeste brasileiro, que foi um pedido do presidente Jair Bolsonaro”, destacou a ministra.

“O que nós queremos é conhecer um pouco de tudo: onde precisa de apoio, onde já tem apoio, casos de sucesso e o que é possível implementar mais, quais os gargalos… Enfim, no que a gente precisa trabalhar para chegar ao produtor rural, principalmente, no pequeno, no agricultor familiar, essas políticas públicas”, detalhou Tereza Cristina.

Demandas

Enquanto percorria os municípios cearenses acompanhada pelo senador Tasso Jereissati e demais lideranças do Estado, a ministra falou ainda sobre o episódio dos lotes de frango contaminado com salmonela recolhidos pela Perdigão nesta semana, e assegurou que pretende intensificar o autocontrole por parte das próprias empresas.

“Isso faz parte da política que o Ministério quer, cada vez mais, implantar, que é o autocontrole. A empresa identificou (a contaminação) e nos comunicou”, declarou a ministra Tereza Cristina.

“O ministério está auditando. E quem tem que cuidar da qualidade é a empresa, que fez isso, que é público. (…) A gente tem que dar publicidade e mostrar que as ações foram feitas rapidamente, retirando do mercado os contêineres (contaminados) e voltando para suas origens”, completou, já no fim da visita ao Ceará, antes de ir ao Rio Grande do Norte.

Fonte: Diário do Nordeste

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