Programa de agricultura com baixa emissão de carbono incentiva trabalhadores rurais adotarem técnicas sustentáveis

Hoje 13.000 trabalhadores rurais conseguem ter acesso a técnicas agrícolas de baixo carbono, capazes de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e aumentar a produtividade. Uma delas é a recuperação de pastagens, que renovam a capacidade produtiva do solo degradado evitando a abertura de novas áreas. Outra é a integração lavoura-pecuária-floresta, que favorece o controle de pragas e a adequação à legislação ambiental brasileira.

Além delas, usa-se a tecnologia de florestas plantadas, que consiste no plantio de árvores comerciais de rápido crescimento e alta capacidade de fixação de carbono, como pinus e eucalipto. Elas podem servir tanto para a indústria de móveis quanto para a produção de energia e celulose. Finalmente, há o sistema de plantio direto, no qual o agricultor evita lavrar o solo e o deixa protegido por de uma cobertura de palha, o que evita o surgimento de erosões.

No Brasil, os agricultores de oito estados aprendem essas técnicas por meio do ABC Cerrado, projeto de 10,6 milhões de dólares que une o Programa de Investimento Florestal – FIP (gerenciado pelo Banco Mundial), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Embrapa e o Serviço Nacional de Aprendizado Rural. A iniciativa vem oferecendo capacitações e assistência técnica desde 2015.

“Além dos ganhos ambientais e climáticos, as tecnologias apoiadas pelo Projeto ABC Cerrado trazem vantagens econômicas para os produtores rurais. Essa combinação é fundamental para estimular o interesse. Para cada dólar investido em assistência técnica, os produtores aportaram em média 8 dólares na adoção das tecnologias. E só fizeram isso porque sabiam que elas eram eficazes”, comenta a economista agrícola Barbara Farinelli, cogerente do projeto no Banco Mundial.

 

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