Ciência sem crenças: uma breve história dos produtos transgênicos

 

Há 20 anos o Brasil cultiva organismos geneticamente modificados, os chamados OGMs. Vice-líder mundial em área plantada, com 50,2 milhões de hectares, somos suplantados apenas pelos EUA, com 75 milhões de hectares. Argentina, Canadá e Índia completam o grupo dos cinco maiores. No mundo, são 189,8 milhões de hectares com transgênicos. As principais culturas são a soja, o milho e o algodão transgênicos, além de canola, alfafa e outros produtos.

Vamos lembrar como tudo isso começou. Para isso, precisamos retornar a 1972, quando Stanley Cohen e Herbert Boyle, dois geneticistas norte-americanos, desenvolveram uma técnica chamada de DNA recombinante, que permitia que trechos de DNA isolados na natureza pudessem ser reunidos. Haviam criado a possibilidade da transgenia, ou seja, transferir um gene de uma espécie para outra.

A polêmica em torno do assunto foi sentida no mundo inteiro, porque, afinal, genes de bactérias deveriam ficar nas bactérias, se assim a natureza os fez.

Contudo, um ano depois surgiu o primeiro transgênico: a bactéria Escherichia coli com um gene de sapo, que passou a sintetizar uma proteína específica de sapos. As porteiras estavam abertas para a transgenia. Abertas, mas com muitos obstáculos.

Da redação, com informações do Globo Rural.

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