Demanda de louro aumenta e atrai produtores rurais

O município de São Roque, no interior de São Paulo, é um dos maiores produtores de louro do país. A procura pelo tempero tem aumentado e já tem produtores planejando ampliar a área de plantio.

São Roque produz, por ano, 13 toneladas de louro, o que corresponde a 57% de toda a produção do estado de São Paulo. O município está em quarto lugar no ranking de produção nacional. O que auxilia o plantio na região é o clima, além da altitude. A planta se desenvolve bem em regiões de serra e de morros.

Na propriedade de Agostinho Vecchiotti, o forte é a produção de mudas. “No começo plantei para servir o mercado e vi que estava bom, aí passei a produzir para replantio aqui mesmo”, diz. Anualmente, os 12 mil pés dão origem a 20 mil mudas e a duas toneladas de ramos.

A poda é feita a cada oito meses, e o prazo entre as colheitas é de um ano. Os pés são plantados a um metro de distância um dos outros, e com um metro e meio entre as carreiras. As mudas são produzidas com a técnica de alporquia: primeiro é feito um anel no galho e então é amarrado um musgo com hormônio vegetal, que é para estimular o crescimento das raízes. Em cinco meses a muda é retirada e fica mais dois no viveiro, até estar pronta para ser comercializada.

As principais pragas que atacam as folhas são a cochonilha e os ácaros do tipo vermelho, branco e preto. As plantas recebem duas aplicações de defensivos agrícolas por mês. “Tem também a fertilização foliar, que é uma adubação líquida. As folhas também se alimentam, não só as raízes”, conta.

A irrigação só é necessária durante períodos de altas temperaturas. Os loureiros se adaptam a climas mais amenos, entre 10ºC e 18ºC.

Por Carolina Lorencetti, do Canal Rural

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