Quase metade da Floresta Nacional de Brasília pode ser perdida, alertam ambientalistas

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estima que a Floresta Nacional de Brasília (Flona) pode perder até 40% de sua área total caso o parecer aprovado nesta quarta-feira (12), no Congresso Nacional, seja homologado também nos plenários da Câmara e do Senado. Ainda não há data para a votação, mas os ambientalistas alertam para os riscos .

Além da redução de 4 mil hectares – o equivalente a seis campos de futebol – da Flona, a Medida Provisória (852/2018) propõe diminuir a área do Parque Nacional de Brasília (entenda mais abaixo). Os parlamentares concluíram que a “redefinição das áreas verdes” permitiria economizar R$ 25 milhões nas obras da ligação Torto-Colorado, em Brasília.

Para o diretor de criação e manejo do ICMBio, Ricardo Brochado, a perda no Parque Nacional pode chegar a 125 hectares. O instituto é responsável pela administração das duas unidades de conservação atingidas pelo parecer aprovado no Congresso.

Para a bióloga Nurit Bensusan, do Instituto Socioambiental (ISA), a redução nas duas áreas verdes também representa um risco futuro para a conservação das nascentes de água no Distrito Federal.

“Regularizar a área sem compensação é um convite à grilagem”, diz a bióloga ao explicar que as nascentes de rios que abastecem a bacia do Descoberto – responsável pela maior parte do abastecimento do Distrito Federal – estão dentro da Flona.

“Se a gente entrega essa área para novos empreendimentos, estaríamos abrindo mão de restaurar o cerrado”, explica. “Regularizar a área sem compensação é um convite à grilagem”.

As reivindicações citadas foram entregues nesta sexta (14), em uma carta aberta, ao futuro ministro do Meio Ambiente, Ricardo de Aquino Salles.

 Por G1

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