Embrapa tem novo comandante

Por Hulda Rode

Da Reportagem

 

A troca de comando da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi realizada em cerimônia em Brasília nesta quarta-feira, 10 de outubro. Sebastião Barbosa assume a estatal em substituição ao ex-presidente Maurício Lopes.

Em seu discurso, o novo presidente Sebastião Barbosa, destacou a importância da estatal que há 45 anos se tornou referência mundial em pesquisa e tecnologia agropecuária, viabilizando soluções para o desenvolvimento sustentável da agricultura, por meio da geração, adaptação e transferência de conhecimentos e tecnologias, liderando uma rede nacional de pesquisa agropecuária.

Segundo ele, a mudança é oportuna e “chegou a hora de virarmos a página e pensar nos desafios que a Embrapa terá nos próximos anos para produzir mais com sustentabilidade e ainda melhor”, e que a direção segue a estratégia de ter um time vencedor, especialmente na integração das unidades descentralizadas, que hoje são 42 unidades em todo o território brasileiro. “É preciso mexer sim, para continuar vencendo, principalmente nas unidades descentralizadas de pesquisa. É ali que a Embrapa continuará vencendo”, defendeu.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, comentou a importância social da Embrapa para o agronegócio e a economia brasileira. Somente no ano de 2017, a empresa gerou um lucro social ao País de R$ 37,18 bilhões, mas que apesar desses números não é possível mensurar o quanto essa companhia gerou de riqueza.

Anunciou também, que na reta final de governo, a meta da pasta é chegar a R$ 100 bilhões em exportação, e que o trabalho realizado em sua gestão de 2 anos e meio, terá reflexos no futuro.

O ministro sinalizou um desembarque e disse que nesse momento, “é tempo de decolar, passamos pelo voo de Cruzeiro e agora é hora de se preparar para o pouso. Um bom comandante que se não orientar bem a tripulação, com toda certeza não fará o bom uso. E nós estamos nos preparando. De fazer o reconhecimento em nome do Ministério da Agricultura e do agronegócio, de todos os homens e mulheres que vivem da e para a terra”.

Já o presidente da República Michel Temer destacou que a indicação de Sebastião Barbosa obedeceu aos critérios da Lei das Estatais (Lei N°13.303/2016), em que segue aos critérios profissionais, e não houve intervenção política.

“Com o auxilio do setor agronegócio brasileiro, o Brasil acaba sendo popularizado, reconhecido e exaltado. Essa escolha traz a marca da profissionalização, e isso foi fruto do nosso governo, no qual aprovamos a Lei das Estatais, ou seja, não há influência política, mas há influência de natureza profissional. Essas medidas que tomamos nos permitiram chegar até aqui”.

Além disso, reforçou que uma das características do seu governo foi a descentralização e possibilitou avanços em muitas áreas no âmbito federal.

“Com a descentralização na área governamental, repactuamos as dívidas dos Estados, e colocamos a ideia de que os se os Estados e municípios forem fortes, a União será forte”.

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