Reajuste do diesel deixa safra mais cara e preocupa agricultores

A próxima safra de soja se aproxima e, a poucos dias do sinal verde para o plantio, os agricultores de Mato Grosso estão em alerta. A preocupação é com os custos dentro e fora da porteira, que tendem a ficar maiores com o encarecimento do óleo diesel.

Na semana passada, a Petrobras anunciou o reajuste dos preços do combustível nas refinarias. Para a região centro-oeste a alta pode chegar a até 14,4%, segundo o Imea. Caso este valor seja repassado integralmente para as bombas, a expectativa é de que o diesel chegue ao consumidor por R$ 3,98/Litro em média. Isso significa, um valor apenas R$ 0,13 por litro mais baixo que o praticado nas bombas antes da greve dos motoristas em maio (R$ 4,11 por litro).

A alta deve tornar o transporte rodoviário mais caro. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)  anunciou que também irá reajustar os valores da tabela de preço mínimo dos fretes, o que reacendeu a polêmica em torno do tabelamento do serviço. O setor produtivo não concorda com a fixação de preços mínimos para o transporte e reforça a preocupação com um provável aumento dos custos.

Da porteira para dentro das fazendas, o reajuste do combustível também deve pesar mais nas contas dos produtores. Um estudo realizado pelo Imea em janeiro do ano passado, ilustra como as alterações no preço do diesel impactam nas contas. Na época, o óleo diesel sofreu um aumento de 6,89%, saltando de R$ 3,27 para R$ 3,50 o litro. A diferença gerou um acréscimo de R$ 76,36 milhões aos gastos dos produtores, considerando apenas a safra de soja.

O recorte mostra, que qualquer tipo de alteração no preço dos combustíveis traz impactos para dentro da fazenda e eleva a apreensão de quem depende do diesel para trabalhar e para escoar o que produz.

 

Luiz Patroni – Blog Canal Rural Mato Grosso

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