Produção de café especial mais caro do mundo deslancha no Brasil

O café especial mais caro do mundo é brasileiro. Além de ocupar a liderança na produção e exportação do produto tradicional, o país é campeão global em qualidade de um tipo diferente do grão.

O produtor mineiro Gabriel Alves Nunes, que venceu o Cup of Excellence Brazil 2017 na categoria “Pulped Naturals”, vendeu a saca por R$ 55,5 mil, maior valor da história da competição. Já o café orgânico vencedor da categoria “Naturals” do concurso, cultivado no Espírito Santo, foi vendido por R$ 39.213,40, maior preço da história pago pelo fruto colhido e seco com casca na competição. Para ser classificado como café especial, o produto é avaliado de acordo com uma metodologia internacional. São analisadas diversas características do produto, como acidez, doçura, aroma, sabor, harmonia e finalização.

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café. A produção nacional chega a cerca de 43 milhões de sacas por ano, um terço do café consumido no mundo. Apesar do incontestável volume produzido no país, o café brasileiro ainda não é conhecido lá fora por sua qualidade.

Os recordes de preços pagos pelos dois produtos nacionais ajudam a desmistificar a imagem do café brasileiro no exterior. “Esses resultados representam uma quebra de paradigma e acabam com resistências, além de não darem margens para questionamentos sobre a qualidade do café nacional”, explica a diretora-executiva da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), Vanúsia Nogueira. A entidade realiza o Cup of Excellence, considerado o principal concurso de qualidade para cafés especiais do Brasil.

Com informações do Correio Braziliense.

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