Confinamento pode crescer 12,4% e atingir 3,8 milhões de cabeças em 2018

O ano de 2017 foi movimentado para a pecuária brasileira. As crises políticas e econômicas pressionaram o mercado de carne bovina e deixaram o criador em uma situação desconfortável. No caso do confinamento, o ano começou com uma perspectiva de crescimento, mas no segundo trimestre e no começo do terceiro semestre houve um movimento pessimista no mercado.

De acordo com a Associação Nacional de Pecuária Intensiva (Assocon), somente no terceiro semestre de 2017 houve sinalização de firmeza nos preços do boi gordo. Nesse cenário, a perspectiva é que o ano termine com aproximadamente 3,38 milhões de animais confinados, alta de 5,5% na comparação com 2016, quando o número de animais confinados era de 3,2 milhões.

Os números são desenvolvidos com base nas 1.400 unidades de confinamentos monitoradas pela entidade. Para 2018, a perspectiva da Assocon é de que o número de animais confinados fique entre 3,4 e 3,8 milhões. Se a previsão de confinamento para o ano de 2017 se confirmar em 3,38 milhões de cabeças, o crescimento máximo previsto para 2018 é em torno de 12,4%, para alcançar o cenário mais positivo de 3,8 milhões de cabeças confinadas. Para conseguir um resultado positivo, a orientação da entidade para o próximo ano é que o pecuarista busque economizar.

De acordo com Bruno Andrade, gerente-executivo da Assocon, o produtor deve se preocupar em não pagar caro na reposição e na dieta, itens que representam até 90% do custo operacional do confinamento. “A conclusão que a gente pode chegar é que dieta acima de R$ 7,50, no estado de Goiás, e reposição a partir de R$ 2.000 pode levar o produtor a um determinado prejuízo no ano de 2018”, diz.

Com informações do portal SF Agro.

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