Abrapa destaca Brasil como maior produtor mundial de algodão sustentável em conferência internacional de moda no Rio

Por Assessoria

Foto: MAPA Flick

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participou na segunda-feira (16/10) do painel Algodão Brasileiro: da produção sustentável à prateleira – iniciativas de valor, realizado na programação da IAF – World Fashion Convention, evento anual que reúne representantes das principais empresas do setor têxtil, de confecção e varejo, das diversas entidades representativas, além de autoridades, academias, estudantes e pesquisadores de todo o mundo. Este ano, o Brasil sedia a 33ª edição da convenção, que prossegue até o dia 18 de outubro, no hotel Grand Hyatt, no Rio de Janeiro. Além de participar do painel, a Abrapa também assina como patrocinadora do evento, que tem como tema “Conformidade e Tecnologia: Fatores-Chave para a Indústria e Varejo”.

Na ocasião, o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, debateu com dois importantes representantes da moda e da indústria, o empresário e fundador da São Paulo Fashion Week, Paulo Borges (Luminosidade) e o industrial Ariel Horovitz, diretor comercial da empresa Norfil. “Foi uma excelente oportunidade de apresentar, para um público diversificado, a ponta da cadeia produtiva que ainda é desconhecida de muitos, a produção agrícola do algodão”, explica Moura, que diz que, no painel, reforçou o comprometimento do produtor com a sustentabilidade, alinhada com as diretrizes de grandes marcas mundiais que priorizam matérias-primas de origem sustentável.

“Pudemos esclarecer, ainda, alguns mitos que confundem os conceitos de sustentabilidade com produção orgânica. Nem todo produto orgânico é sustentável, assim como, não necessariamente, um produto sustentável tem de ser orgânico”, argumentou, ressaltando o princípio do tríplice pilar (econômico, social e ambiental) para assegurar a sustentabilidade da produção. Em sua apresentação, Moura também detalhou o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), da Abrapa, que, desde 2013, opera em benchmarking com a Better Cotton Initiative (BCI). “Com os protocolos das duas certificações unidos, o Brasil se tornou o maior fornecedor mundial de algodão sustentável, respondendo por 30% de toda a pluma certificada pela BCI no planeta”, disse.

Capacidade criativa

Desde 2016, Paulo Borges – um dos maiores nomes em moda do país que dividiu o painel com Arlindo Moura – tem estreitado os laços com o setor produtivo, atuando como uma espécie de “embaixador” do movimento Sou de Algodão. A iniciativa capitaneada pela Abrapa é voltada à conscientização do consumidor final de moda para os atributos positivos do algodão. Ela enfatiza tanto a matéria-prima em si e suas qualidades, que refletem nas peças do vestuário, quanto o modelo de produção brasileiro, caracterizado pela sustentabilidade.

“O Brasil é um dos maiores produtores de algodão e de denin do mundo, e é jovem para criar. Precisa, cada vez mais, alcançar a sua capacidade criativa, inserindo as matérias-primas que desenvolvam a cadeia (produtiva) como um todo”, afirmou Borges em sua fala. Segundo o empresário, a moda é uma indústria de muitas etapas e de grande diversidade de matérias-primas e inovação. Ele alertou para o advento das novas tecnologias no setor, desde a produção até o varejo, com destaque para a Inteligência Artificial (AI), que, ao seu ver, não desumanizará as relações.

“Vamos caminhar numa era cada vez mais humanizada, com alta capacidade de nos posicionar. Acredito muito no Brasil como produtor de uma moda do middle market, que não é o da alta costura ou alto luxo. Nosso mercado não é esse. O Brasil tem, como poucos, o seu próprio mercado interno. 95% de tudo o que produzimos são para nós mesmos”, afirmou Borges, que trabalha no ramo há 33 anos, sendo 22 deles à frente da SPFW.

 

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