Área de extração de bauxita em MG é recuperada com mata, café e pasto

O alumínio é um desses elementos da natureza que de tão incorporados no dia-a-dia muitas vezes as pessoas não se dão conta de onde é que ele vem. Mas antes do metal virar diversos produtos, sua matéria-prima, a bauxita, precisa ser retirada do campo e isso afeta a natureza e a vida do agricultor.

A Zona da Mata de Minas Gerais é também conhecida como mar de morros devido a paisagem bonita bastante característica da região do estado. Os pontos mais altos dessa ondulação ficam em torno de 650, 850 metros de altitude. Justamente onde ocorre grande parte da bauxita encontrada no local.

A bauxita é a matéria-prima do alumínio e a cadeia de montanhas, um reservatório desse minério, que se estende numa faixa de 38 km de largura e 300 km de extensão, vai do município de São João Nepomuceno até Manhuaçu. Por dentro de toda a morraria existe algo em torno de 150 milhões de toneladas de bauxita.

A convite do Globo Rural, o agricultor Gilmar Ribeiro acompanhou o trabalho que está sendo feito nas terras que arrendou para a mineradora em São Sebastião da Vargem Alegre. Os quatro hectares onde ele tinha pasto e umas 15 cabeças de gado ficaram irreconhecíveis. “Por um lado a gente assusta, a gente não estava acostumado, não esperava assim, de tanto barranco assim”.

A remuneração acima da média é o que tem atraído os agricultores e feito com que eles permitam a extração nas suas propriedades. O valor depende da quantidade de bauxita na área e da atividade que se tinha na terra. A empresa ainda promete recuperar o terreno depois.

com informações do Portal do Agronegócio.

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