Brasil e China vão estreitar cooperação em pesquisas de bambu

 

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia recebeu no dia 17 de outubro de 2017 uma delegação Chinesa composta pelo vice-presidente, Huang Jin, e outros oito profissionais da Chinese Academy of Forestry (CAF). O objetivo foi discutir formas de ampliar o intercâmbio de material genético de bambu entre os dois países. A China é hoje o maior produtor mundial de bambu e o país que obtém maior retorno financeiro com essa planta. Além de ser muito utilizado na construção civil, movimentando cerca de US$ 30 bilhões, o que representa metade do mercado mundial, existem hoje naquele país mais de 450 produtos e tecnologias patenteadas relacionadas ao bambu e mais de duas mil pesquisas em andamento, abrangendo diversos segmentos, como alimentação, arte, arquitetura, fabricação de papel e vestuário, no qual sua fibra natural é usada na confecção de seda artificial de alta qualidade.

Em 2011, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com o Ministério de Ciência e Tecnologia da China (MOST) para fortalecer a cadeia produtiva de bambu no Brasil. Um dos focos dessa parceria é viabilizar a capacitação de profissionais brasileiros na China. Foi o caso do engenheiro civil Vitor Marçal, da Associação Brasileira de Produtores de Bambu (APROBAMBU) e do pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Jonny Pereira, entre muitos outros pesquisadores e profissionais que atuam nos diversos segmentos que compõem a cadeia produtiva de bambu no Brasil.

O Brasil possui a maior biodiversidade de bambu das Américas e uma das maiores do mundo, com cerca de quatro milhões de hectares de florestas somente na Amazônia e mais de 230 espécies nativas do Brasil em praticamente todas as regiões. Em 2013, a Embrapa reforçou o desenvolvimento de pesquisas com o bambu, a partir de um projeto de pesquisa desenvolvido em parceria entre duas unidades de pesquisa – Embrapa Acre (Rio Branco, AC) e Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília, DF) – além da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Acre (UFAC).

Com informações do Portal do Agronegócio.

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