Pnae transforma vida de agricultora no sertão do Ceará

O sertão cearense pode nos remeter a uma imagem triste da seca, mas para quem conhece de perto, a alegria também existe, principalmente, “quando o verde se espalha na plantação”, como já diria Luiz Gonzaga, na famosa canção Asa Branca. Um cenário presente na casa da agricultora familiar Esterlina Costa Nascimento, de 58 anos, e que a deixa mais feliz e segura pelos produtos terem um destino certo: o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Cebolinha, coentro, salsa, alface, mandioca, pimentão e também jerimum, muito conhecida por abóbora saem do quintal de Esterlina, diretamente para escolas e creches da região onde mora. “Tudo o que os colégios pedem eu planto porque só pode plantar o que o colégio quer, ou a gente planta e não tem a quem vender. Então temos tudo o que o diretor pede”, explica.

Esterlina participa do Pnae há quase cinco anos. Para ela, o Programa foi um “presente” e tem ajudado no desenvolvimento da família que trabalha junto a ela nas plantações. Uma das maiores alegrias da agricultora é ver os contratos serem renovados. “É bom demais. Se não fosse esse programa não sei nem como seria porque aqui em casa todos querem trabalhar. É uma benção para nós”, reforça ela.

Além de acessar o Pnae, a agricultora também recebe a assistência técnica pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) e é cadastrada no programa Garantia-Safra. Todas essas políticas estão ligadas à Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), que tem como missão fortalecer o setor no país.

Segundo a Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) cerca de 57 associações e cooperativas de agricultores fornecem alimentos às escolas pelo Pnae. Em 2017, foram investidos mais de R$14 milhões em compras, principalmente, de frutas e polpas, verduras, leite, queijos, iogurtes e bolos diretamente desses agricultores. Segundo o assessor técnico do Programa Estadual de Alimentação Escolar, Marcus Ernani Bastos, 47 anos, o Ceará tem feito um trabalho intenso para ultrapassar os 30% previstos para a agricultura familiar. ” Em 2015, atingiu mais de 40% e, em 2016, 35,09% de alimentos foram adquiridos”, destaca.

Com informações do portal do Agronegócio.

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