Produção de trigo já é realidade em Mato Grosso

 

O futuro do trigo no estado foi discutido na última semana na 4º reunião da Câmara Técnica do Trigo. O encontro reuniu pesquisadores, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e indústria tritícola.

Roseli Giachini, 2ª vice-presidente Norte e coordenadora da comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja, acredita que o trigo é estratégico para Mato Grosso, já que o Brasil é importador do cereal. “É o cereal mais comercializado e consumido no mundo e Mato Grosso tem condições de produzir trigo em quantidade e qualidade”, afirma.

Para o secretário adjunto de Agricultura Familiar da Sedec, Alexandre Possebon, é preciso demanda da indústria para que haja segurança para os produtores rurais. “A pesquisa já mostrou que há variedades de trigo que produzem com qualidade em Mato Grosso. O problema de frete que temos para mandar para fora do estado é igual ao custo agregado desta farinha que vem de fora. Então, precisamos estar perto da indústria para que haja preço para estimular o produtor”, diz.

O grupo paranaense Dona Hilda já tem uma filial instalada em Várzea Grande que atualmente é um Centro de Distribuição para o trigo vindo daquele estado. “Conhecemos a Câmara do Trigo e começamos a fazer parte do trabalho para desenvolver este projeto. Estamos com um projeto adiantado para instalação de uma indústria em Mato Grosso, já em conversação com os agricultores e acompanhando as pesquisas de viabilidade”, conta João Antônio Sentchuk, gerente comercial para o Centro Oeste e Norte do grupo tritícola.

Informações do Portal do Agronegócio.

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