Redução de fiscais pode comprometer crescimento do PIB agropecuário

Em tempos de “Carne Fraca” — a operação da PF que investigou uma organização criminosa que facilitava a comercialização de alimentos adulterados em troca de propina — um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que não é apenas a segurança alimentar do brasileiro que está em risco. O crescimento e a competitividade do setor de agronegócio também.

O trabalho, encomendado pelo Anffa Sindical, sindicato nacional que representa os Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Affas), e produzido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), alerta para a sobrecarga na atividade dos profissionais, que são responsáveis pela inspeção e certificação dos produtos de origem animal e vegetal consumidos no país.

O agronegócio é, individualmente, o setor mais relevante da economia brasileira. Responsável por 23,6% do PIB em 2016, o agronegócio avança a cada ano conquistando mercados em todas as regiões do planeta. O país é hoje o maior exportador mundial de produtos como suco de laranja, açúcar, soja, carnes de frango e bovina e café.

De acordo com o levantamento da FGV, nos últimos 20 anos, houve uma redução de 38% no quadro de profissionais responsáveis pela fiscalização, enquanto a produção agropecuária do país teve um expressivo crescimento. Para se ter ideia, somente no caso dos grãos, o aumento foi de 138% no mesmo período.

Com informações do Metrópoles. 

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