Fórum Abag reúne as melhores práticas sustentáveis do agronegócio na Amazônia

Como parte de sua programação permanente de debates sobre temas específicos do agronegócio, a ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio promoveu na última segunda-feira (18), em Belém-PA, o Fórum Abag – Agronegócio Responsável na Amazônia. O evento contou com o relato de lideranças empresariais relacionadas com as principais culturas produtivas da região amazônica.

O ciclo de depoimentos começou com a apresentação das atividades da Agropalma, maior processadora individual de óleo de palma da América Latina, que possui plantações no interior do Pará, instalações para extração do óleo em Belém, além de uma unidade de refino em Limeira, no interior paulista. Feita pelo CEO da empresa, Marcello Brito, a apresentação resumiu parte dos 35 anos de atividade da companhia, com destaque para iniciativas relacionadas com o tema sustentabilidade. Entre outras informações, Brito disse que a empresa sequestra anualmente 140 mil toneladas de CO2 (dados de 2015) e alcançou o primeiro lugar no Scorecard do Greenpeace para produtores de óleo de palma ao ser escolhida com a melhor processadora de óleo de palma do mundo.

Além de Brito, também foi feito o relato de Eduardo Bastos, diretor executivo da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) que fez um apanhado do atual cenário da produção e processamento de cacau no Brasil. Segundo Bastos, o maior desafio dessa indústria é aumentar a produtividade para dar conta da demanda que é sempre crescente. “A atual safra é insuficiente para atender a demanda interna, que deve voltar a crescer na média de 2% ao ano e existe capacidade instalada da indústria, atualmente na casa de 275 mil toneladas por ano”, afirmou Bastos.

Ao concluir sua apresentação, o diretor executivo da AIPC salientou que o cacau é o tipo de cultura plenamente compatível com a preservação da Amazônia, pois atende ao tripé sustentabilidade ambiental, social e econômica. “No ambiental, por seu uma cultura nativa do bioma amazônico, tem grande potencial de recuperação por meio de APP e também de áreas degradadas, auxilia no sequestro de carbono, além de melhorar o solo e a retenção e água. No campo social permite alta geração de emprego e renda. Já no econômico, as vantagens são: alta renda, chegando a US$ 1.000 por hectare, liquidez plena e impacto na cadeia que envolve insumos e comércio, com elevado poder de valor agregado”, comentou Bastos.

Do Fórum participou ainda o pecuarista Mauro Lúcio de Castro Costa, dono da Fazenda Marupiara, localizada em Tailândia-PA. Filho e neto de fazendeiros, Costa segue com rigor a legislação ambiental vigente na região e utiliza somente 20% dos 4.350 hectares da propriedade, onde recria e engorda boi. Para ele, pecuária sustentável é sinônimo de pecuária eficiente. “O desmatamento é produto principalmente de especulação imobiliária. Uma propriedade sem reserva legal está ilegal e não deveria poder ser vendida ou registrada”, afirmou o produtor.

Com informações do Portal do Agronegócio.

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