Pesquisa da Embrapa em parceria com EUA, Inglaterra e África do Sul recebe prêmio internacional

 

A pesquisa desenvolvida em parceria entre a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, sigla em inglês), a Universidade de Londres e o Conselho de Pesquisa Científica e Industrial da África do Sul (CSIR – sigla em inglês) recebeu o prêmio do Consórcio Federal de Laboratórios do Médio-Atlântico (FLC MAR, sigla em inglês) em 2017 pela excelência na transferência de tecnologia. O estudo conseguiu comprovar que sementes de soja geneticamente modificadas constituem a biofábrica mais eficiente e uma opção viável para a produção em larga escala da cianovirina – uma proteína extraída de algas – muito eficaz no combate à AIDS.

O FLC congrega mais de 300 laboratórios de renomadas instituições de pesquisa e ensino norte-americanas, como o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e as Universidades de Cornell, Carolina do Norte e Maryland, entre outras. O consórcio é dividido por seis regiões: Extremo-Oeste, Atlântico-Médio, Médio-Continente, Nordeste e Sudeste.

O prêmio será entregue durante a reunião regional do FLC MAR no dia 15 de novembro de 2017 na Universidade de Shady Grove, em Maryland, EUA. O pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Elibio Rech, coordenador da participação brasileira nos estudos, receberá a outorga, juntamente com os representantes das instituições internacionais que participaram do projeto.

Para Rech, além do reconhecimento científico, esse prêmio comprova a importância da cooperação técnica para o desenvolvimento de pesquisas de ponta na área de biotecnologia. Sem falar na divulgação da Embrapa no cenário científico internacional. “Essa homenagem coroa uma pesquisa de mais de uma década, que obteve excelentes resultados graças à parceria com os institutos internacionais”, comemora. O estudo já havia sido tema de artigo na seção “editors choice” da revista Science em 2015.

Vale destacar que, além de inovadora, a pesquisa tem um forte componente humanitário e, por isso, países em desenvolvimento com altos índices de infestação da AIDS, como alguns da África, por exemplo, terão licença de produção e uso interno, livre do pagamento de royalties. Este continente continua sendo o mais afetado pela doença, especialmente na região Subsaariana, onde o problema é tão grave que a cada cinco mortos, um é em decorrência da AIDS. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), na Zâmbia e África do Sul, cerca de 20% de toda população adulta e jovem encontra-se contaminada com a doença.
No Brasil, segundo estimativas da ONU, o índice de novos infectados pelo vírus subiu 3% entre 2010 e 2016, ao contrário da média mundial, que sofreu contração de 11%.

 

Com informações da Embrapa.

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