Biotecnologia aplicada a cosméticos será tema de debate em Brasília

Atendendo um mercado consumidor crescente mesmo nos anos de crise, o setor de cosméticos ocupa o segundo lugar no ranking dos que mais investem em inovação no Brasil. O papel da biotecnologia para o desenvolvimento tecnológico nesse segmento será tema de debate no IV Encontro de Pesquisa e Inovação da Embrapa Agroenergia (EnPI 2017), que acontece de 25 a 27 de setembro, em Brasília/DF.

A mesa-redonda vai conta com dois representantes de instituições de pesquisa – Jorge Carlos Santos da Costa, da Fiocruz, e Pio Colepicollo Neto, da USP – e duas de empresas com atuação na área – Alda Lerayer, da Solazyme/Terravia, e Priscila Maziero, da Rodhia/Solvay. A mediação será feira pela pesquisadora da Embrapa Agroenergia, Patrícia Abrão de Oliveira.

Patrícia explica que, na Embrapa Agroenergia, algumas linhas de pesquisa permitem a geração de insumos para a indústria cosmética e a expectativa é que o debate contribua para o fortalecimento desse trabalho. Desde o início, a instituição atua para desenvolver tecnologias não só para a aplicação direta na produção de biocombustíves, mas também para valorizar toda a cadeia produtiva, aproveitando principalmente os coprodutos e resíduos da produção. Essa frente cresceu e, hoje, a Unidade atua no desenvolvimento de tecnologias para vários segmentos, especialmente a indústria química que alimenta as linhas de produção de cosméticos.

“Dentro do conceito de biorrefinarias, nós queremos enriquecer as cadeias agropecuárias com novos produtos”, resume a pesquisadora. A geração de insumos para cosméticos é uma oportunidade para esse enriquecimento, já que a biotecnologia permite gerar novas matérias-primas de forma sustentável. Patrícia lembra que, atualmente, as empresas do setor têm como desafio atender o consumidor cada vez mais exigente, que pede produtos com baixo impacto oriental e origem natural. Um exemplo de linha de pesquisa com forte potencial de gerar insumos com essas características é o estudo de microalgas.

Com informações da Embrapa. 

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