Congresso sobre agroecologia chegou ao fim e teve avaliações positivas

Trabalhos científicos, palestras, mesas redondas, rodas de conversas. Feiras e restaurantes orgânicos. Todos esses elementos juntos em um mesmo cenário e girando em torno da mesma temática: agroecologia. Depois de quatro dias de muita interação e aprendizados, chegou ao fim o Congresso Brasileiro de Agroecologia 2017. O evento que aconteceu entre 12 e 15 de setembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, atraiu um público de mais de 5.000 pessoas, de acordo com a organização. A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) levou ao evento mais de 30 agricultores familiares, incentivando, assim, a comercialização dos produtos agroecológicos brasileiros e técnicas sustentáveis de produção.

Na avaliação do coordenador-geral de Agroecologia e de Produção Sustentável da Sead, Marco Pavarino, o Congresso foi um sucesso. “A quantidade de trabalhos científicos apresentados foi enorme, assim como foi grande a quantidade de articulações institucionais que nós tivemos, especialmente no estande da Ciapo, onde conseguimos fazer reuniões sobre vários temas, como o Ecoforte e os Núcleos de Estudo em Agroecologia e Produção Orgânica (NEAs)”, disse, ao enfatizar que o objetivo da participação da Sead no evento foi atingido. “A gente conseguiu ver que a agroecologia e a produção orgânica estão cada vez mais fortalecidas na sociedade, na academia e para os agricultores familiares”, disse Pavarino.

Expositores satisfeitos

A 630 km de distância da capital mineira, no município de Riachinho, um casal de agricultores familiares criou a filha, Monique Figueiredo, em um sítio da região. A mulher, hoje com 31 anos, abandonou o cenário rural, mas o coração a mantém ligada às raízes. Para que isso aconteça, Monique trabalha como analista financeira em Arinos (MG), na Cooperativa da Agricultura Familiar Sustentável com base na Economia Solidária (Copabase), que tem cerca de 300 agricultores cooperados. “Meu pai era apicultor, então eu nasci e fui criada nesse meio. Posso morar na cidade, mas faço questão de ter algo na minha vida que me aproxime do campo.”

A Copabase foi uma das instituições que foram beneficiadas com o primeiro edital do Ecoforte. “O Ecoforte para nós foi muito importante. Ele nos oportunizou durante dois anos (2015/2016) uma chance de a gente ter uma equipe de trabalho de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e sistematizar muitas das metodologias e do trabalho que a gente já fazia, como a agroecologia que pudemos implantar em peso graças a política”, comenta a gerente da cooperativa, Dionete Figueiredo, de 33 anos. “A gente sempre trabalhou a questão ambiental, da diversificação das cadeias produtivas, por meio de um trabalho diverso e pulverizado. Com o Ecoforte, pudemos trazer a temática da agroecologia em peso, que antes só praticamos com o extrativismo do bauru e dos frutos do cerrado.” Saiba mais sobre o edital em aberto aqui.

Com informações da Seadi

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