No investimento, BNDES recua e estrangeiro avança

Nesse período, a formação bruta de capital fixo (FBCF) ficou em 14% do PIB, dos quais apenas 0,8% do PIB, ou 5,5% do total, foram financiados com dinheiro do banco de fomento, aponta levantamento do Centro de Estudos do Mercado de Capitais (Cemec), do Instituto Ibmec. Os números do Cemec não incluem o investimento das administrações públicas e a variação de estoques.

2014 – Em 2014, o investimento com recursos do BNDES foi de 2,6% do PIB, ou 15,2% do total da FBCF, medida do que se investe em máquinas e equipamentos, construção civil e inovação. O pico da participação do banco foi em 2009, quando o BNDES respondeu por 18% da FBCF.

Queda na demanda – Diretor do Cemec, Carlos Antonio Rocca avalia que o tombo da participação do BNDES se deve mais à queda na demanda por empréstimos do banco, num cenário de grande ociosidade na economia. Além disso, houve também um recuo na oferta de financiamentos a taxas muito subsidiadas, abaixo da inflação, segundo ele. “Acabou o dinheiro do Tesouro”, diz Rocca, numa referência aos repasses do governo ao banco de fomento realizados entre 2009 e 2014, nas gestões dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Investimento direto – Já o investimento direto estrangeiro no país, aquele voltado para atividades produtivas, respondeu por 29,1% da formação bruta nos quatro trimestres até junho. Em 2014, a fatia era de 23,3%; em 2009, ficou em apenas 11,3% do total.

Com informações do Portal do Agronegócio.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *