País terá de investir em novos biocombustíveis para cumprir Acordo de Paris

O Brasil vai precisar de mais do que biodiesel e etanol para ter 18% da matriz energética baseada em biocombustíveis até 2030, como se comprometeu no Acordo de Paris. Análises feitas pela Embrapa Agroenergia apontam que, no cenário otimista mais factível, esses dois produtos poderiam responder por, no máximo, 12,3% do total de energia de que o País necessitaria daqui a 13 anos.

Considerando as estimativas do setor para o crescimento da oferta de etanol, o combustível mais consolidado no País, a equipe calculou quanto precisaria aumentar a produção e uso de biodiesel para atender a meta. Em um primeiro cenário, com o etanol crescendo 5,1% ao ano, a quantidade de biodiesel adicionada ao diesel teria que subir para 69%, o que exigiria a instalação de mais 395 usinas – atualmente, a mistura é de 9% e há 43 usinas no Brasil. Mesmo que a taxa de crescimento do etanol fosse o dobro, ainda seria necessário chegar a 48% de biodiesel no diesel e construir 267 novas indústrias para que os dois biocombustíveis, juntos, respondessem por 18% da matriz energética nacional.

Além do alto investimento, a indisponibilidade de matérias-primas e necessidade de adaptação de motores inviabilizam tal elevação na mistura de biodiesel ao diesel. Matéria-prima é, certamente, um gargalo importante. Desde o início do programa de biodiesel no Brasil, o óleo de soja responde por algo entre 70% e 80% do total de matérias-primas utilizadas pela indústria, já que é a única oleaginosa com escala de produção suficiente para atender um setor que necessita de grandes volumes de insumos.

Com informações da Embrapa.

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